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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/38518
Tipo: Tese
Título: Consumo abusivo de cerveja entre jovens no contexto de pós-sindemia de COVID-19: um problema para a Teoria do Comportamento Planejado?
Autor(es): Cunha, Balduino Guedes Fernandes da
Orientador: Pimentel, Carlos Eduardo
Coorientador: Vasconcelos, Selene Cordeiro
Membro da Banca: Pereira, Cícero Roberto
Membro da Banca: Tavares, Suiane Magalhães
Membro da Banca: Mariano, Tailson Evangelista
Resumo: O álcool etílico se destaca por ser uma das substâncias psicoativas mais consumidas no mundo por parte de jovens adultos, especialmente na forma de bebidas fermentadas (com destaque para a cerveja) e, em menor grau, na forma de bebidas destiladas (p. ex.: cachaça, rum, conhaque, uísque, licor, gin, vodka e tequila). Por se tratar de substância psicoativa cancerígena, imunossupressora, tóxica para células e tecidos do corpo, danosa ao cérebro, teratogênica, mutagênica, causadora de neuropatias e de disfunção erétil, responsável por desenvolver forte dependência física e psicológica, além de ser uma das principais causas de mortalidade evitável no mundo, diversos estudos têm convergido para a conclusão de que, quando se trata da ingestão de bebidas alcoólicas, nenhuma quantidade é segura, sendo o dano ao organismo aumentado em decorrência da quantidade ingerida. Dentre os padrões de uso, aqueles relacionados ao consumo intenso/excessivo/pesado e/ou problemático/abusivo são considerados os mais nocivos e danosos do ponto de vista da saúde (individual e coletiva), gerando impactos sociais, educacionais, ocupacionais e econômicos significativamente deletérios e onerosos para o indivíduo (e àqueles grupos sociais diretamente vinculados a ele) e para toda a sociedade. Neste contexto, o objetivo principal desta tese foi verificar a adequabilidade da Teoria do Comportamento Planejado (TCP) em predizer e explicar o consumo (regular ou problemático) de cerveja entre jovens na faixa etária de 18 a 24 anos, com o exame da contribuição dos fatores atitudinal, normativo e de controle do modelo. Foram realizados três estudos. O Estudo 01 (E01) consistiu em uma Revisão Narrativa da Literatura acerca do consumo nocivo de álcool/cerveja e da Teoria do Comportamento Planejado. O Estudo 02 (E02) se centrou na identificação das Crenças Críticas Comportamentais (instrumentais e experienciais), Normativas (injuntivas e descritivas) e de Controle (aspectos facilitadores e impedientes) em uma amostra composta por 55 jovens que bebiam e não bebiam cerveja. Por fim, o Estudo 03 (E03) se dedicou a testagem empírica da TCP – com a utilização de correlações r de Pearson, Regressões Hierárquicas e análises de Mediação por meio do IBM SPSS Statistics e do JASP – em uma amostra final de 118 participantes que também faziam uso ou não de cerveja. Todos os estudos empíricos foram previamente submetidos à Plataforma Brasil/Conselho Nacional de Saúde e aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa/CCS/UFPB. Os resultados do E01 indicaram considerável prevalência de ingestão regular de álcool, incluindo o consumo problemático (binge drinking), especialmente entre homens jovens, com uma tendência de aumento de consumo entre as mulheres, em parte resultante do incentivo oriundo de marketing e mídias sociais com foco no perfil de bebedoras jovens. Nas pesquisas empreendidas com a Teoria do Comportamento Planejado, as Crenças Comportamentais e de Controle, bem como Atitudes e Controles Comportamentais Percebidos, atuaram de forma mais preponderante na Intenção de consumir cerveja, notadamente entre as mulheres. Acerca dos resultados do E02, foram emitidas pelos jovens 1.282 crenças acerca de beber cerveja, sendo 524 crenças comportamentais [40,9%; 305 instrumentais (p. ex., “socialização”, “diversão”, “tornar-se um vício” e “problemas de saúde”) e 219 experienciais (p. ex., “alegria”, “prazer”, “tristeza” e “solidão”)], 495 crenças normativas [38,6%; 249 injuntivas (p. ex., “meus/minhas amigos/amigas” e “minha família”) e 246 descritivas (p. ex., “jovens” e “religiosos”)] e 263 crenças de controle [20,5%; 140 facilitadoras (p. ex., “festas” e “necessidade de socialização”) e 123 dificultadoras (p. ex., “problemas para a saúde” e “presença de familiares”)]. Por fim, resultados do E03 apontaram para um baixo consumo de cerveja por parte dos jovens pesquisados, se destacando a Atitude como uma variável preponderante para a compreensão da Intenção, e também do Comportamento, de se engajar no consumo de cerveja. O Controle Comportamental Percebido e a Norma Subjetiva apresentaram contribuições modestas que, muito provavelmente, refletem o contexto e a cultura envolvidas no ato de consumir álcool, em geral, e cerveja, em particular. Por fim, foram apontados alguns direcionamentos para futuros estudos, incluindo a investigação de fatores como “identidade implícita” e “hábitos” sobre a intenção comportamental dos jovens em consumir cerveja.
Abstract: Ethyl alcohol stands out as one of the most widely consumed psychoactive substances in the world among young adults, especially in the form of fermented beverages (particularly beer) and, to a lesser extent, in the form of distilled beverages (e.g., cachaça, rum, brandy, whiskey, liqueur, gin, vodka, and tequila). Because it is a carcinogenic, immunosuppressive, toxic substance to body cells and tissues, damaging to the brain, teratogenic, mutagenic, a cause of neuropathies and erectile dysfunction, responsible for developing strong physical and psychological dependence, and one of the main causes of preventable mortality worldwide, several studies have converged on the conclusion that, when it comes to the ingestion of alcoholic beverages, no amount is safe, with the damage to the organism increasing proportionally to the amount consumed. Among the patterns of use, those related to intense/excessive/heavy and/or problematic/abusive consumption are considered the most harmful and damaging from a health perspective (individual and collective), generating significantly deleterious and costly social, educational, occupational, and economic impacts for the individual (and those social groups directly linked to them) and for society as a whole. In this context, the main objective of this thesis was to verify the suitability of the Theory of Planned Behavior (TPB) in predicting and explaining beer consumption (regular or problematic) among young people aged 18 to 24, by examining the contribution of the attitudinal, normative and control factors of the model. Three studies were conducted. Study 1 consisted of a narrative review of the literature on harmful alcohol/beer consumption and the Theory of Planned Behavior. Study 2 focused on identifying Critical Behavioral Beliefs (instrumental and experiential), Normative Beliefs (injunctive and descriptive), and Control Beliefs (facilitating and hindering aspects) in a sample of 55 young people who both drank and did not drink beer. Finally, Study 3 empirically tested the TPB – using Pearson's r correlations, Hierarchical Regressions, and Mediation Analysis with the aid of IBM SPSS Statistics and JASP – in a final sample of 118 participants who also drank or did not drink beer. All empirical studies were previously submitted to Brazil Platform/National Health Council and approved by the Research Ethics Committee/Health Sciences Center/Federal University of Paraíba. The results of E01 indicated a considerable prevalence of regular alcohol consumption, including problematic drinking (binge drinking), especially among young men, with a trend of increasing consumption among women, partly resulting from encouragement from marketing and social media focusing on the profile of young female drinkers. In the research undertaken using the Theory of Planned Behavior, Behavioral and Control Beliefs, as well as Attitudes and Perceived Behavioral Controls, played a more predominant role in the Intention to consume beer, notably among women. Regarding the results of E02, young people expressed 1,282 beliefs about drinking beer, including 524 behavioral beliefs [40.9%; 305 instrumental beliefs (e.g., “socialization”, “fun”, “becoming an addiction”, and “health problems”) and 219 experiential beliefs (e.g., “joy”, “pleasure”, “sadness”, and “loneliness”)], 495 normative beliefs [38.6%; 249 injunctive beliefs (e.g., “my friends” and “my family”) and 246 descriptive beliefs (e.g., “young people” and “religious people”)] and 263 control beliefs [20.5%; 140 facilitating beliefs (e.g., “parties” and “need for socialization”) and 123 hindering beliefs (e.g., “health problems” and “presence of family members”)]. Finally, the results of E03 pointed to a low consumption of beer among the young people surveyed, highlighting Attitude as a predominant variable for understanding the Intention, and also the Behavior, of engaging in beer consumption. Perceived Behavioral Control and Subjective Norm showed modest contributions, which most likely reflect the context and culture involved in the act of consuming alcohol in general, and beer in particular. Finally, some directions for future studies were suggested, including the investigation of factors such as “implicit identity” and “habits” on the behavioral intention of young people to consume beer.
Palavras-chave: Jovens - Consumo abusivo de cerveja
Intenção comportamental
Teoria do Comportamento Planejado
Young people - Excessive beer consumption
Behavioral intention
Theory of Planned Behavior
CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Universidade Federal da Paraíba
Sigla da Instituição: UFPB
Departamento: Psicologia Social
Programa: Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social
Tipo de Acesso: Acesso aberto
Attribution-NoDerivs 3.0 Brazil
URI: http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/
URI: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/38518
Data do documento: 30-Jul-2025
Aparece nas coleções:Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) - Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social

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