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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/38854
Tipo: Dissertação
Título: Terapias complementares como estratégias de promoção da saúde mental para agentes comunitários de saúde
Autor(es): Bezerra, Leonarda Carneiro Rocha
Orientador: Morais, Maria do Socorro Trindade
Coorientador: Matos, Suellen Duarte de Oliveira
Membro da Banca: Abreu, Margarida da Silva Neves de
Membro da Banca: Silva, Cleyton Cézar Souto
Membro da Banca: Valença, Ana Maria Gondim
Membro da Banca: Andrade, Smalyanna Sgren da Costa
Resumo: Introdução: Os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) são profissionais essenciais na atenção básica, mediando o cuidado entre a comunidade e os serviços de saúde, desempenhando funções como orientação em saúde, integração das ações de promoção e prevenção, visitas domiciliares e acompanhamento de programas sociais, integrando-se à equipe de saúde da família, além de outras atribuições mais técnicas e burocráticas. No entanto, enfrentam diversas sobrecargas físicas, cognitivas e psíquicas, como exposição a condições adversas, riscos de violência, agravos biomecânicos, desconfortos físicos, estresse, falta de apoio, falta de estrutura e capacitação adequada, afetando assim sua performance profissional e comprometendo sua qualidade laboral e saúde mental. Portanto, deve-se ter uma atenção voltada ao âmbito da qualidade de vida no trabalho, principalmente direcionado ao campo da saúde mental, com o propósito de reduzir as repercussões negativas no processo de trabalho. Objetivo: Avaliar os efeitos das terapias complementares na promoção da saúde mental dos ACS na atenção básica de saúde. Metodologia: Primeiramente foi desenvolvido um estudo descritivo e transversal com abordagem quantitativa e em seguida uma pesquisa quase experimental com um ensaio clínico não randomizado utilizando a abordagem mista. A pesquisa foi desenvolvida nas Unidades de Saúde da Família (USFs) localizadas no Distrito Sanitário II e IV na cidade de João Pessoa-PB. A amostra não probabilística foi por conveniência e incluiu nove equipes das USFs selecionadas, totalizando 35 ACS, porém, na fase quase experimental participaram 24 ACS devido aos critérios de inclusão e exclusão. Foram utilizados três instrumentos para coleta de dados, sendo eles, o Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20), o formulário criado utilizando a plataforma do Google Forms e a entrevista estruturada. Os dados quantitativos foram analisados com o auxílio do software estatístico Jamovi 2.6 e os qualitativos no IRAMUTEQ utilizando-se da Classificação Hierárquica Descendente, por fim foi realizada a análise de conteúdo sugerida por Bardin. Resultados: Amostra foi majoritariamente do sexo feminino 77,1%, com média de idade de 51,7 anos. A maioria se identificou como parda 62,9% e mais de 60% completaram o ensino médio. Em relação ao estado civil, 57,1% eram casados ou viviam em união estável, e 77,1% tinham filhos. Em termos econômicos, 77,1% recebiam cerca de dois salários mínimos. Todos os participantes tinham pelo menos 10 anos de experiência, sendo 45,7% com 21 a 25 anos de trabalho. Na autopercepção de saúde, 51,5% consideraram seu estado regular, mesmo referindo sintomas frequentes como preocupação 88,6%, dores físicas 85,7% e estresse 82,9%. Inicialmente, 74,2% dos ACS apresentaram sofrimento mental, mas após as terapias, a maioria dos participantes apresentou redução significativa desse sofrimento, com apenas um ACS mantendo os sintomas elevados. Conclusão: Nota-se que as terapias utilizadas são estratégias potencialmente eficazes para a promoção da saúde mental nos ACS, com resultados positivos indicados pela redução do sofrimento mental e sintomas apresentados inicialmente na amostra participante após a intervenção.
Abstract: Introduction: Community Health Agents (CHA) are essential professionals in primary care, mediating care between the community and health services, performing functions such as health guidance, integration of promotion and prevention actions, home visits and monitoring of social programs, integrating into the family health team, in addition to other more technical and bureaucratic duties. However, they face various physical, cognitive and psychological burdens, such as exposure to adverse conditions, risks of violence, stress and lack of support, compromising their quality of life and mental health. The lack of structure and adequate training aggravates these problems, affecting their professional performance. Therefore, attention must be paid to the scope of quality of life at work, mainly directed to the field of mental health, with the purpose of reducing negative repercussions on the work process. Objective: Evaluate the effects of integrative therapies in promoting the mental health of CHWs in basic health care. Methodology: Firstly, a descriptive and cross-sectional study was developed with a quantitative approach and then a quasi-experimental research with a non-randomized clinical trial using a mixed approach. The research was developed in the Family Health Units (USFs) located in the Health District II and IV in the city of João Pessoa-PB. The non-probabilistic sample was for convenience and included nine teams from the selected USFs, totaling 35 ACS, however, in the quasi-experimental phase, 24 ACS participated due to the inclusion and exclusion criteria. Three instruments were used for data collection, namely the Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20), the form created using the Google Forms platform and the structured interview. The quantitative data were analyzed with the aid of the statistical software Jamovi 2.6 and the qualitative data were analyzed using IRAMUTEQ using the Descending Hierarchical Classification, finally the content analysis suggested by Bardin was carried out. Results: The sample was mostly female, 77.1%, with an average age of 51.7 years. The majority identified themselves as mixed race 62.9% and more than 60% completed high school. Regarding marital status, 57.1% were married or living in a stable union, and 77.1% had children. In economic terms, 77.1% received around two minimum wages. All participants had at least 10 years of experience, with 45.7% having worked for 21 to 25 years. In self-perceived health, 51.5% considered their condition to be regular, even reporting frequent symptoms such as worry 88.6%, physical pain 85.7% and stress 82.9%. Initially, 74.2% of CHWs presented mental suffering, but after integrative therapies, the majority of participants showed a significant reduction in this suffering, with only one CHW maintaining elevated symptoms. Conclusion: It is noted that integrative therapies are strategies that can be effective for promoting mental health in CHWs, with positive results indicated by the reduction of mental suffering and symptoms initially presented in the participant sample after the intervention.
Palavras-chave: Saúde Mental - Terapias complementares
Agente Comunitário de Saúde (ACS).
Atenção básica - Serviços de saúde
Community Health Agent
Complementary Therapies
Mental Health
CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Universidade Federal da Paraíba
Sigla da Instituição: UFPB
Departamento: Medicina
Programa: Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva
Tipo de Acesso: Acesso aberto
Attribution-NoDerivs 3.0 Brazil
URI: http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/
URI: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/38854
Data do documento: 10-Dez-2024
Aparece nas coleções:Centro de Ciências da Saúde (CCS) - Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva

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