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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/39236
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Campo DCValorIdioma
dc.creatorRamalho, Raphaela Beserra-
dc.date.accessioned2026-09-22T15:03:56Z-
dc.date.available2023-07-10-
dc.date.available2026-09-22T15:03:56Z-
dc.date.issued2016-09-21-
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/39236-
dc.description.abstractThe end of the XIX century was marked by profound changes in the materiality of the capitalism and in the deepening of its contradictions. Such changes began as a result of the exhaustion of the sociability founded in the Taylorist-Fordist pattern, and of the emergency for a new accumulation regime. This new regime, should be flexible and permeated by the complex of a productive restructuring process and by a new organization model of work, lined with the Toyotist production, which came to redefine the requirements for the workers in respect to the professional qualification. These demands were amplified into a scenario which has as its differential exploration potential, the enhancement of the mechanization as a result of the last Technological Revolution. Such a scenario unveils a new cultural wave so-called postmodernism. The postmodernism is oriented by a pseudo-criticality which searches to palm these contradictions and to mythicize the reality, by anchoring itself in the idea of a new time. The set of these postmodern formulations, is featured by the skepticism and by the incredulity about the future, moreover, by the loss of historical meaning, more specifically the loss of the modernity and of its ideas about rationality, in special to the Marxist critical dialectic. This work searched to problematize the expression “knowledge society”, and the extremely polissemic postmodern orientation ideology whose main substantiation is the immateriality of the work in an apparent context of super imminent technology. This is a expression which is commonly used to suppose that we are living a phase of full democratization of the information and of the universalization of knowledge, which brings to the worker the challenge of being conversant with the new technologies. The worker also needs to be higher qualified and able to guarantee its own “employability”. The objective of this work was to verify the implications and the mismatching of such presuppositions to the Brazilian reality in the context of the productive restructuring process. For this, we executed a theoretical work, by establishing a dialogue between the critical thinkers with the apologists of this ideology, and we used some documents from the World Bank and from the UNESCO, which were fundamental to the propagation of the ideology in Brazil. Such dialogue and documents were the empirical base for our research. We adopted the critical orientation and the historical dialectical materialism as the theoretical methodology for our work, and we used the categorical bases of Marx to analyse the fundamental and the assumptions of the “knowledge society”. We started which the hypothesis that the “knowledge society” is a ideology of postmodern orientation, which tries to redefine the societies, by taking as its bases the experiences of economically developed countries, in order to establish consensus around the domination projects, as well as the hegemony of such countries. We confirm such a hypothesis and concluded that the Brazilian society cannot be understood as a “knowledge society”, once our productive restructuring process was much more marked by precariousness and by the outsourcing of the labor then by the implementation of technologies into it. Besides, we verified that the influence of this ideology inside to country reverberated in the negative incidence for the materiality and for the subjectivity of the labor class.pt_BR
dc.description.provenanceSubmitted by Maria Jose Rodrigues Paiva (mariaj.paiva@biblioteca.ufpb.br) on 2026-09-22T15:03:56Z No. of bitstreams: 3 license_rdf: 805 bytes, checksum: c4c98de35c20c53220c07884f4def27c (MD5) RaphaelaBeserraRamalho_Dissert_Com_Tarjamento.pdf: 3226091 bytes, checksum: 6eb4137d858e169d8c5f9b1d136c13d0 (MD5) RaphaelaBeserraRamalho_Dissert_Sem_Tarjamento.pdf: 2406270 bytes, checksum: c6c15fde110b767d222858e57314ccfe (MD5)en
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dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal da Paraíbapt_BR
dc.rightsAcesso abertopt_BR
dc.rightsAttribution-NoDerivs 3.0 Brazil*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/*
dc.subjectServiço socialpt_BR
dc.subjectQualificação profissionalpt_BR
dc.subjectReestruturação produtivapt_BR
dc.subjectPós-modernidadept_BR
dc.subjectSociedade do conhecimentopt_BR
dc.subjectIdeologiapt_BR
dc.subjectProductive restructuring processpt_BR
dc.subjectPostmodernismpt_BR
dc.subjectKnowledge societypt_BR
dc.subjectIdeologypt_BR
dc.subjectProfessional qualificationpt_BR
dc.titleO fetichismo do conhecimento como ideologia da supremacia tecnológica incidências do pensamento pós-moderno sobre as políticas de educação no contexto da reestruturação produtiva brasileirapt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.contributor.advisor1Meneses, Maria Aparecida Ramos de-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3413398176806948pt_BR
dc.contributor.advisor-co1Gallo, Marcelo-
dc.contributor.advisor-co1LattesLattes não recuperado em 22/09/2026pt_BR
dc.contributor.referee1Cantalice, Luciana Batista de Oliveira-
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7719098816932462pt_BR
dc.contributor.referee2Freitas , César Augustus Labre Lemos de-
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/7212431473735809pt_BR
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/0057810164911382pt_BR
dc.description.resumoO final do século XIX é marcado por grandes mudanças na materialidade do capitalismo e pelo aprofundamento de suas contradições. Essas mudanças surgiram em decorrência do esgotamento da sociabilidade fundada no padrão taylorista-fordista, e da consequente emergência de um novo regime de acumulação, sendo este flexível, permeado pelo complexo de reestruturação produtiva e por um novo modelo de organização do trabalho, pautado na produção toyotista, que veio redefinir as exigências aos trabalhadores no tocante à qualificação profissional. Essas exigências se ampliaram em um cenário que tem como diferencial potencializador da exploração, o aprimoramento da mecanização resultante das últimas Revoluções Tecnológicas. Nesse cenário, surge uma ‘nova’ onda teórica denominada de pós-modernidade, orientada por uma pseudo-criticidade que busca escamotear essas contradições e mistificar a realidade ancorando-se na ideia de um novo tempo. O conjunto dessas formulações pós-modernas, é caracterizado pelo ceticismo e incredulidade em relação ao futuro, pela perda do sentido histórico, mais especificamente da modernidade e das suas ideias de racionalidade, em especial a crítica-dialética ancorada no marxismo. Este trabalho buscou problematizar a ‘sociedade do conhecimento’, uma ideologia de orientação pós- moderna, extremamente polissêmica, cuja fundamentação principal é a imaterialidade do trabalho em um contexto de aparente supereminência da tecnologia. Esta é uma ideologia comumente utilizada para supor que estamos vivenciando uma fase de plena democratização da informação e universalização do conhecimento, que impõe ao trabalhador o desafio de estar familiarizado com as novas tecnologias, ultraqualificado e na incumbência de garantir a dita empregabilidade. O objetivo desse trabalho foi verificar as implicações e inadequações de tais pressupostos à realidade brasileira no contexto da reestruturação produtiva. Para isso, realizamos um trabalho de cunho teórico, estabelecendo diálogo entre os pensadores críticos e os apologistas dessa ideologia e utilizamos alguns documentos do Banco Mundial e da UNESCO, fundamentais à propagação da sociedade do conhecimento no Brasil, que serviram de base empírica para nossa pesquisa. Adotamos a orientação crítica e o materialismo histórico-dialético como norte ideoteórico e metodológico, e nos assentamos na base categorial de Marx para analisarmos os fundamentos e pressupostos de tal sociedade. Partimos da hipótese de que a sociedade do conhecimento é uma ideologia de orientação pós- moderna, que tenta orientar a prática social para obtenção de consenso em torno dos projetos de dominação e hegemonia de países desenvolvidos economicamente. Confirmamos tal hipótese e concluímos que a sociedade brasileira, não pode ser entendida como uma sociedade do conhecimento, tendo em vista que a nossa reestruturação produtiva foi muito mais marcada pela precarização e terceirização da mão de obra, que pela implementação de tecnologias no processo produtivo. Além disso, verificamos que as influências dessa ideologia no país, incidiram negativamente sobre a materialidade de vida da classe trabalhadora. Essas incidências se expressam na retração do direito à educação, por meio de um intenso processo de mercadorização e desqualificação da mesma. Em decorrência desse processo, a educação no Brasil voltou-se, ainda mais, para habilitar um exército sobrante de trabalhadores com perfil técnico-operativo, apto a atuar em um mercado precário e altamente seletivo, onde predominam a incerteza e a falta de perspectivas para o futuro. Ademais, esta educação pragmática e acrítica, cumpre sua função de escamotear as relações sociais marcadas pelo atraso e pela dependência, traços perenes à formação e à produção nacional.pt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentServiço Socialpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Serviço Socialpt_BR
dc.publisher.initialsUFPBpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::SERVICO SOCIALpt_BR
dc.publisher.programcode24001015019P0pt_BR
Aparece nas coleções:Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) - Programa de Pós-Graduação em Serviço Social

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