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metadata.dc.type: Tese
Title: Variaçao circadiana da sensibilidade visual acromática e cromática
metadata.dc.creator: Andrade, Michael Jackson Oliveira de
metadata.dc.contributor.advisor1: Santos, Natanael Antonio dos
metadata.dc.description.resumo: A detectabidade do limiar visual possui um padrão flutuante em relação as horas do dia. Pesquisas vem demostrando a existência de uma ritmicidade na sensibilidade visual humana. Dessa forma, esse estudo teve o objetivo de mensurar a sensibilidade ao contraste visual acromático e a discriminação de cores durante um ritmo circadiano. Participaram deste estudo 28 jovens adultos do sexo masculino. Os sujeitos foram divididos em três grupos de acordo com o cronotipo: Moderadamente Matutino (n = 8; M = 23,25; DP = 2,6); Indiferente (n = 10; M = 23,30; DP = 2,7) e Moderadamente Vespertino (n = 10; M = 23,70; DP = 2,5). Entre os instrumentos para avaliar os padrões comportamentais do sono, foram utilizados: o Índice de qualidade do sono de Pittsburgh, o diário do sono e o questionário de Matutinidade e Vespertinidade de Horne e Osterg. Utilizou-se o software Metropsisversão 11.0 da Cambridge Research Systems para mensurar a Função de Sensibilidade ao Contraste (FSC) e o software da Cambridge Colour Test para verificar a discriminação de cores nos eixos de confusão protan, deutan e tritan. Também foi utilizado o teste de ordenamento de matizes de cores Lanthony Dessaturado. A FSC foi medida a partir de padrões de grade senoidais verticais com frequências espaciais de 0,2; 0,6; 1; 3,1; 6,1; 8,8, 13,2 e 15,6 cpg. Os estímulos foram apresentados em um monitor de vídeo colorido CRT com tela plana de 19 polegadas, resolução de 1.024 x 786 pixels e taxa de atualização de 100 Hz. O monitor foi controlado por um microcomputador por meio de uma placa de vídeo com entrada VGA e DVI, conectado ao ViSaGe. A luminância e a correção gama do monitor foram ajustadas com o programa LightScan e o fotômetro OptiCAL. Todas as medidas foram realizadas em condição de luminância fotópica (39,6 cd/m²). Verificou-se a normalidade dos dados com o teste Kolmogorov-Sminorv e, consequentemente, foram realizadas análises descritivas e de variância multivariada (MANOVA). Os resultados mostraram que os sujeitos apresentam diferenças nos comportamentos de levantar da cama em dias úteis (p < 0,05) e não úteis (p < 0,05). Os sujeitos Moderadamente Vespertinos acordaram em média 2h mais tarde que os sujeitos Moderadamente Matutinos (p < 0,05). A MANOVA apresentou variação no nível de sonolência entre os sujeitos tanto nos dias úteis da semana (? = 0,05; F(8,40) = 9,65; p < 0,05; ?² = 0,76) quanto não úteis (? = 0,19; F(8,26) = 4,10; p < 0,05; ?² = 0,56), principalmente às 9h p < 0,05) e 21h (p < 0,05). De forma geral, os sujeitos apresentaram curvas de sensibilidade ao contraste visual com pico na frequência espacial de 3,1 cpg. A MANOVA mostrou diferença entre os horários e os grupos nas frequências espaciais de 0,2 (? = 0,49; F(8,40) = 2,37; p < 0,05; ?² = 0,76); 0,6 (? = 0,14; F(8,40) = 9,42; p < 0,05; ?² = 0,63); 3,1 (? = 0,31; F(8,40) = 4,37; p < 0,05; ?² = 0,44) e 8,8 (? = 0,12; F(8,40) = 10,31; p < 0,05; ?² = 0,65). Os resultados apontam maior sensibilidade ao contraste para sujeitos com cronotipo Moderadamente Vespertino tanto às 9h, 17h e 21h nas frequências espaciais baixas, médias e altas. Nossos resultados ainda discutem que há maior sensibilidade cromática nas áreas das elipses deutan (? = 0,36; F(8,34) = 1,99; p < 0,05; ?² = 0,40) e tritan (? = 0,44; F(8,40) = 2,55; p < 0,05; ?² = 0,34), principalmente nos períodos de 9h e 21h, para o grupo de sujeitos Moderadamente Vespertinos. Os resultados mostram que os mecanismos relacionados a informação circadiana que processam cor e brilho. As diferenças encontradas entre os grupos pode estar relacionada ao mecanismo de temporização central e retiniano, ambos são responsáveis pelo processamento da informação espacial durante o período de 24 horas. Estes mecanismos filtram, processam e sincronizam informações externas ao organismo de acordo com variações do padrão do cronotipo e a presença/ausência da luz.
Abstract: The detection of the visual threshold has a fluctuating pattern over the hours of the day. Studies has been demonstrating the existence of a circadian rhythm in the human visual sensitivity. Thus, this study aimed to measure the visual contrast sensitivity achromatic and the color discrimination during a circadian rhythm. The study included 28 young adult male. The subjects were divided into three groups according to the chronotype: Moderate Matutinal (n = 8, M = 23.25, SD = 2.6); Indifferent (n = 10, M = 23.30, SD = 2.7) and moderately Evening (n = 10, M = 23.70, SD = 2.5). Among the tools to assess the patterns of sleep behavioral were used the Pittsburgh Sleep Quality Index, the sleep diary and MorningnessEveningness self-assessment questionnaire of Horne and Ostberg. It was used the Metropsis software version 11.0 of Cambridge Research Systems to measure the visual contrast sensitivity (VCS) and the Cambridge Colour Test software to check the discrimination of colors on the axes of confusion protan, deutan and tritan. It was also used the desaturated Panel D-15 Lanthony. The VCS was measured from vertical sinusoidal grating patterns with spatial frequencies of 0.2; 0.6; 1; 3.1; 6.1; 8.8, 13.2 and 15.6 cpd. The stimuli were presented on a CRT color display with flat screen 19 inch monitor, resolution of 1,024 x 786 pixels and 100 Hz refresh rate. The monitor is controlled by a microcomputer via a video card with VGA input and DVI, connected to the visage. The luminance and gamma correction were adjusted to LightScan program and the optical photometer. All measurements were performed on condition of photopic luminance (39.6 cd/m²). The results showed that the subjects differ in the wake up behavior on weekdays (p< 0.05) and weekend (p<0.05). The subjects moderately vespertine wake up 2h later than the subjects moderately matutinal (p<0.05). The MANOVA showed drowsiness among subjects in both days of the week (p<0.05) and the weekend (p<0.05), especially at 9am (p<0.05) and 21h (p< 0,05).In general, the subjects presented curves sensitivity visual contrast with peak in the spatial frequency of 3.1 cpd. The MANOVA showed difference between the horary and groups in spatial frequencies of 0.2 (? = 0.49; F(8,40) = 2.37, p<0.05; ?² = 0.76); 0.6 (? = 0.14; F(8,40) = 9.42, p<0.05; ?² = 0.63); 3.1 (? = 0.31; F(8,40) = 4.37, p<0.05; ?² = 0.44) and 8.8 (? = 0.12, F(8,40) = 10.31; p<0.05; ?² = 0.65). The results show higher contrast sensitivity for subjects with chronotype moderately vespertine both at 9am 17h and 21h in spatial frequencies low, medium and high. The sensitivity indicator for group moderately vespertine was confirmed by the sensitivity of the areas of ellipses deutan (? = 0.36; F(8,34) = 1.99, p<0.05; ?² = 0.40) and tritan (? = 0.44; F(8,40) = 2.55, p<0.05; ?² = 0.34), especially in times of 9am and 21pm. The subjects moderately vespertine are more sensitive to achromatic and chromatic contrast, regardless of the hour of measurement. The results show that the mechanisms related to the entrainment of the circadian informations that processes color have intrinsically parallel functions to the mechanisms that render shine. The differences between the groups may be related to the mechanisms or visual pathways that filter spatial information in accordance with variations linked to the pattern of chronotype, the length of visual wave and hour of exposure to light of the subjects.
Keywords: Ritmo circadiano
Cronotipo
Psicofísica visual
Sensibilidade ao contraste
Cor
Circadian rhythm
Chronotype
Visual psychophysics
Contrast sensitivity
Color
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: Brasil
Publisher: Universidade Federal da Paraíba
metadata.dc.publisher.initials: UFPB
metadata.dc.publisher.department: Psicologia Social
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
URI: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/11613
Issue Date: 25-Nov-2016
Appears in Collections:Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) - Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social

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