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metadata.dc.type: Dissertação
Title: O problema da dominação na filosofia da práxis de Antonio Gramsci
metadata.dc.creator: Agostinho, Thiago Lira Alves
metadata.dc.contributor.advisor1: Tosi, Giuseppe
metadata.dc.description.resumo: Este trabalho tem por intento investigar uma fundamentação possível para o problema da dominação a partir do pensamento de Antonio Gramsci. O legado de Gramsci é reconhecido no pensamento ocidental por enfrentar o problema da dominação dedicando especial atenção à política em seu constructo, explicando como a dominação ocorre através da hegemonia nas sociedades complexas. Enquanto crítico do capitalismo e do fascismo, o autor se propõe a delinear uma alternativa de contrahegemonia através de um estudo sobre o Estado moderno e as possibilidades de uma “revolução dos subalternos”. O presente trabalho analisa o Estado segundo a ótica de como o poder se exerce de um ponto de vista transcendente até a modernidade, na tradição imanente inaugurada por Maquiavel que ficou reconhecida como “realismo político”. Com a revolução burguesa, o Estado se define segundo os parâmetros da representação e do sufrágio universal, o que implica na aparição do conceito de cidadania. A filosofia que dá fundamento a essa concepção é o contratualismo jusnaturalista. O jusnaturalismo entra em crise com Hegel e é substituído pelo historicismo, que encontra em Marx e no marxismo um dos seus maiores intérpretes. Gramsci se insere nesta tradição, por isso são abordados alguns autores como Maquiavel, Marx, e Lenin – cuja importância histórica é primordial ao pensamento gramsciano. O projeto de uma revolução comunista em Gramsci inclui compreender as relações de dominação capitalista à luz de uma revolução triunfante na época, isto é, o modelo de insurgência ocorrido na Rússia em 1917. O diferencial é que o Ocidente não atende às mesmas “condições de possibilidade” como naquele país, e esta leitura caracteriza Gramsci como pensador marxista, ao mesmo tempo ortodoxo e heterodoxo. Neste empreendimento, para que possa ocorrer uma revolução exitosa dada à maior complexidade das sociedades ocidentais, é fundamental a participação de vários setores da sociedade civil, desde os intelectuais aos partidos políticos, com vistas a conquistar a hegemonia ideológica, ponto fundamental para poder derrubar o Estado burguês em todas as suas ramificações. O conceito de revolução, para Gramsci, não consiste na mera redução à violência armada pura e simples, mas vigora juntamente com uma radical reforma moral e intelectual da sociedade. É preciso sublinhar que os escritos de Gramsci não possuem uma definição acabada do conceito de “dominação”: seu grandioso escopo foi publicado tanto em seus escritos juvenis – de militante que atuava no Partido Comunista d’Itália – até seu encarceramento e produção intelectual adversa dos Cadernos do cárcere, em que se encontra sua grande contribuição teórica de fato.
Abstract: This work has for purpose to investigate a possible justification for the problem of domination from the thought of Antonio Gramsci. Gramsci’s legacy is recognized in Western thinking by addressing the problem of domination dedicating special attention to politics in its construct, explaining how domination occurs through the hegemony in complex societies. While critical of capitalism and fascism, the author proposes to outline an alternative to counterhegemony through of a study of the modern State and the possibilities of a “revolution of the underlings”. The present work analyzes the State according to the optics of how power exerts itself from a transcendent viewpoint to modernity, in the tradition inaugurated by Machiavelli that became recognized as “political realism”. With the bourgeois revolution, the State defines itself according to the parameters of the representation and of universal suffrage, which implies the appearance of the concept of citizenship. The philosophy that gives the foundation of this conception is the natural law contractualist. The natural law enters into crisis with Hegel and is replaced by historicism, which meets in Marx and marxism one of its greatest interpreters. Gramsci is inserted in this tradition, so it’s addressed some authors such as Machiavelli, Marx, and Lenin – whose historical significance is paramount to gramscian thought. The project of a communist revolution in Gramsci includes understanding the relationships of capitalist domination in the light of a triumphant revolution at the time, that is, the model of insurgency occurring in Russia in 1917. The differential is that the West does not meet the same “conditions of possibility” as in that country, and this reading features Gramsci has marxist thinker at the same time orthodox and unorthodox. In this project, in order to achieve a successful revolution given to the greater complexity of Western societies, the involvement of several sectors of civil society, from intellectuals to political parties, with a view to conquering ideological hegemony, a key point in order to bring down the bourgeois State in all its ramifications. The concept of revolution, for Gramsci, is not the mere reduction of pure and simple armed violence, but it is conjunction with a radical intellectual and moral reform of society. It is necessary to underline that Gramsci’s writings do not have a fineshed definition of the concept of “domination”: his grandiose scope was published in both his juvenile writings – a militant who acted in the Communist Party of Italy – until his incarceration and the adverse intellectual production of the Prison Notebooks, in which he found his great theoretical contribution in fact.
Keywords: Dominação
Hegemonia
Revolução
Hegemony
Domination
Revolution
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: Brasil
Publisher: Universidade Federal da Paraíba
metadata.dc.publisher.initials: UFPB
metadata.dc.publisher.department: Filosofia
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-Graduação em Filosofia
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
metadata.dc.rights.uri: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
URI: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/11866
Issue Date: 23-Jan-2017
Appears in Collections:Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) - Programa de Pós-Graduação em Filosofia

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