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metadata.dc.type: Tese
Title: Economias de aglomeração nos municípios brasileiros: uma abordagem utilizando nascimento de firmas, mobilidade dos trabalhadores e equações de salários
metadata.dc.creator: Amarante, Patrícia Araújo
metadata.dc.contributor.advisor1: Silva, Magno Vamberto Batista da
metadata.dc.contributor.advisor-co1: Monte, Paulo Aguiar do
metadata.dc.description.resumo: Esta tese teve como objetivo verificar, por meio de três ensaios, como as economias de aglomeração afetam as decisões de localização das empresas, a mobilidade de trabalhadores e os salários nos municípios brasileiros. O primeiro ensaio analisa, com base no nascimento de firmas na Indústria de Transformação, como os mecanismos de aglomeração propostos por Marshall (1920) atuam como causas subjacentes das economias de localização e urbanização. Para tanto, foi realizando um procedimento em duas etapas: i) estimação de modelos de regressão para dados de contagem, Poisson e Binomial Negativo, os quais identificaram, para cada setor industrial considerado, qual tipo de economia de aglomeração contribui para a localização das novas empresas; e ii) utilizando-se os coeficientes obtidos no primeiro estágio, verificou-se quais características das indústrias relacionadas aos mecanismos de aglomeração de Marshall (1920) podem contribuir para as diferenças de intensidades dessas economias. Pelos resultados auferidos, as economias de localização e urbanização podem ser consideradas determinantes importantes das decisões de localização das firmas. As economias de localização são mais intensas nas indústrias que empregam trabalhadores com habilidades específicas do setor, podendo, assim, compartilhar um pooling comum de trabalhadores especializados. Da mesma forma, os spillovers de conhecimento atuam de forma a impulsionar as economias de localização, proporcionando um ambiente propício à transmissão de conhecimentos e novas ideias. Contudo, as economias de localização são menos intensas nas indústrias que possuem uma maior dependência por insumos manufaturados e dos setores primários e de fornecimento de energia em seus processos produtivos. Além disso, tendem a decrescer em indústrias mais intensivas tecnologicamente e a se elevar quanto maior o tamanho da empresa em termos de número de trabalhadores. As economias de urbanização estão negativamente relacionadas como o pooling do mercado de trabalho e os spillovers de conhecimento, indicando que as empresas em setores que utilizam trabalhadores com habilidades específicas da indústria e possuem altas proporções de trabalhadores qualificados tendem a apresentar baixas economias de urbanização. Por outro lado, os efeitos do compartilhamento de insumos (input sharing) e a dependência de insumos primários (input sharing setores primários e de energia) sobre as economias de urbanização são positivos e estatisticamente significantes, sugerindo a presença de elevadas economias de urbanização em indústrias que utilizam insumos manufaturados e dos setores primário e de fornecimento de energia mais intensamente. Ademais, as evidências indicam que as economias de urbanização são maiores em indústrias intensivas tecnologicamente e com menor tamanho, em termos de número de trabalhadores. O segundo ensaio teve como objetivo investigar como a densidade espacial do emprego afeta a mobilidade dos trabalhadores interfirma no mercado de trabalho brasileiro. Para tanto, foram produzidas evidências por meio de modelos Probit com efeitos aleatórios e Probit dinâmico aplicados a um painel de dados empregador-empregado que captura as diferenças regionais, além de características relacionadas aos trabalhadores e as empresas, construído por meio da RAIS identificada. Os resultados apontam que os indivíduos que trabalham em regiões mais densas são mais propensos à mobilidade interfirma. Em geral, a densidade do emprego afeta a mobilidade interfirma com maior intensidade se os trabalhadores estão na faixa etária entre 18 e 29 anos de idade e são mais qualificados. Além disso, os resultados obtidos para os modelos dinâmicos por meio dos estimadores de Heckman (1981) e Stewart (2006) apontam que a mobilidade interfirma defasada temporalmente é estatisticamente significante, sugerindo que a mobilidade interfirma no período t depende potencialmente da mobilidade interfirma no período t-1. Contudo, essa relação é negativa, indicando que os indivíduos que mudaram de um emprego para outro no período t-1 são menos propensos a realizar nova mudança no período t. Por fim, o propósito do terceiro ensaio é verificar, por meio de equações salariais associadas à Economia Urbana e à Nova Geografia Econômica, como se comporta a relação entre economias de aglomeração e produtividade. O quadro teórico é fundamentado em Fingleton e Longhi (2013), e a estratégia empírica considera os diferentes níveis de agregação dos dados, assim como a possível evidência de autocorrelação espacial nos dados regionais, por meio da abordagem hierárquica espacial com formulação baseada em Morenoff (2003). Os resultados sugerem que os salários individuais tendem a ser maiores quanto a maior densidade do emprego e menor a distância ao centro econômico municipal (maior potencial de mercado). Além disso, a inclusão das defasagens espaciais dessas variáveis sugere que os salários médios podem ser influenciados também pela densidade do emprego e o potencial de mercado dos municípios vizinhos.
Abstract: This thesis aimed to verify, through three essays, how the economies of agglomeration affect the decisions of location of the companies, the mobility of workers and the salaries in the Brazilian municipalities. The first essay analyzes, based on the birth of firms in the Transformation Industry, how the agglomeration mechanisms proposed by Marshall (1920) act as underlying causes of the economies of location and urbanization. We use a two-step procedure was performed: i) estimation of regression models for Poisson and Negative Binomial counts, which identified, for each industrial sector, which type of agglomeration economy contributes to the location of the new companies; and ii) using the coefficients obtained in the first stage, it was verified which characteristics of the industries related to the mechanisms of agglomeration of Marshall (1920) can contribute to the differences of intensities of these economies. Based on the results obtained, economies of location and urbanization could be considered as important determinants of firms' localization decisions. Localization economies are more intense in industries employing workers with industryspecific skills, thus being able to share a common pooling of skilled workers. In the same way, knowledge spillovers act in a way that boosts the economies of location, providing an environment conducive to the transmission of knowledge and new ideas. However, location economies are less intense in industries that have a greater dependence on manufactured inputs and the primary sectors and on energy supply in their production processes. In addition, they tend to decline in more technologically intensive industries and to rise the larger the size of the company in terms of the number of workers. Urbanization economies are negatively related, such as labor market pooling and knowledge spillovers, indicating that firms in sectors that employ workers with industry-specific skills and have high proportions of skilled workers tend to have low urbanization economies. On the other hand, the effects of input sharing and dependence on primary input and energy sectors on urbanization economies are positive and statistically significant, suggesting the presence of high urbanization economies in industries that use manufactured inputs and the primary and energy supply sectors more intensely. In addition, the evidence indicates that urbanization economies are larger in technologically intensive industries and smaller in terms of number of workers. The second essay aimed to investigate how the spatial density of employment affects the inter-firm mobility of workers in the Brazilian labor market. For this, we produced evidence using Probit models with random effects and dynamic Probit applied to an employer-employee data panel that captures regional differences, as well as characteristics related to workers and companies, built through the identified RAIS. The results indicate that individuals working in denser regions are more likely to inter-firm mobility. In general, employment density affects inter-firm mobility with greater intensity if workers are in the age group between 18 and 29 years of age and are more skilled. In addition, the results obtained for the dynamic models using the Heckman (1981) and Stewart (2006) estimators indicate that the temporally lagged interphase mobility is statistically significant; suggesting that the inter-firm mobility in period t depends potentially on the inter-firm mobility in the period t-1. However, this relationship is negative, indicating that individuals who have moved from one job to another in period t-1 are less likely to make another change in period t. Finally, the purpose of the third essay is to verify, through wage equations associated with the Urban Economy and the New Economic Geography, how the relation between agglomeration economies and productivity behaves. The theoretical framework was based on Fingleton and Longhi (2013), and the empirical strategy considers the different levels of aggregation of data, as well as the possible evidence of spatial autocorrelation in the regional data, through the spatial hierarchical approach with formulation based on Morenoff (2003). The results suggest that individual wages tend to be larger as the higher employment density and the lower the distance to the municipal economic center (the greater the market potential). In addition, the inclusion of the spatial lags of these variables suggests that the density of employment and the market potential of neighboring municipalities may also influence average wages.
Keywords: Economias de aglomeração
Densidade do emprego
Produtividade
Agglomeration economies
Density of employment
Productivity
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ECONOMIA
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: Brasil
Publisher: Universidade Federal da Paraíba
metadata.dc.publisher.initials: UFPB
metadata.dc.publisher.department: Economia
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-Graduação em Economia
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
metadata.dc.rights.uri: http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/
URI: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/12522
Issue Date: 23-Feb-2017
Appears in Collections:Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA) - Programa de Pós-Graduação em Economia

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