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metadata.dc.type: Dissertação
Title: Prevalência e fatores associados à prática do aconselhamento para a atividade física em profissionais de saúde
metadata.dc.creator: Souza Neto, João Miguel de
metadata.dc.contributor.advisor1: Costa, Filipe Ferreira da
metadata.dc.description.resumo: A educação em saúde tem se mostrado uma estratégia efetiva na promoção da atividade física e saúde. Dentre as estratégias de educação e promoção de modos de vida saudáveis, o aconselhamento para atividade física tem sido recomendado no contexto da atenção primária em saúde. O objetivo deste estudo foi analisar a prevalência e os fatores associados à prática do aconselhamento para a atividade física em profissionais da Atenção Primária à Saúde de João Pessoa (PB). Trata-se de um estudo epidemiológico transversal com 591 profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde) sendo a maioria do sexo feminino: 78,6% e com média de idade: 43,9 ± 13,9 anos, que atuam nas equipes de Saúde da Família (eSF). Foram selecionadas sistematicamente 43 USF, distribuídas proporcionalmente por tamanho da UBS (conforme quantidade de equipes), distritos sanitários (Distritos I, II, III, IV e V), sendo representativo por tipo de profissional. A coleta de dados foi realizada no período de maio a outubro de 2017. O aconselhamento para a atividade física foi mensurado por uma questão, classificando os profissionais de saúde que aconselham como aqueles que realizam tal prática há mais de seis meses através do estágio de mudança de comportamento. As variáveis independentes com as seguintes categorizações foram: tempo de trabalho na ESF (< 5 anos vs ≥ 5 anos), quantidade de atendimentos (com excesso de atendimento vs sem excesso de atendimento), participação de cursos, eventos e capacitações em atividade física nos últimos 12 meses (sim vs não), recebimento de apoio matricial em atividade física nos últimos 12 meses (sim vs não), percepção de saúde (percepção positiva vs negativa), nível de atividade física no lazer mensurado por questionário (<150min/sem vs ≥150min/sem), estado nutricional (excesso de peso vs peso normal) percepção de barreiras para aconselhamento (sim vs não), os fatores psicossociais (atitude e autoeficácia) foram calculados através de um escore baseado no somatório dos itens de cada escala e para fins de análise foram calculados tercis dessas variáveis, categorizadas como: baixos (1º e 2º tercil) e elevados níveis (3º tercil). Foram considerados como potenciais fatores de confusão as variáveis sociodemográficas: idade, sexo, renda e escolaridade. Os dados foram tabulados em duplicata no programa EpiData 3.1. Foi utilizado um modelo hierárquico de regressão logística binária para avaliar as possíveis relações entre os fatores associados com o desfecho. O nível de significância adotado foi de p <0,05, e todas as análises foram realizadas no software Stata. A maioria dos profissionais de saúde eram casados (56,2%), cor da pele não branca (72,2%), trabalhavam na ESF a mais de cinco anos (85,1%), com carga horária menor que quarenta horas semanais (90,5%), e não tinham outro vínculo trabalhista além da ESF (87,0%). A prevalência do aconselhamento para atividade física foi de 46,2% (IC95%: 55,6 - 73,6), sendo maior entre profissionais de nível superior (66,1%; IC95%: 56,8 - 74,2) comparado aos de nível médio/técnico (41,6%; IC95%: 37,2 - 46,1). A análise multivariável demonstrou que profissionais de saúde sem excesso de atendimento diário (OR= 1,59; IC%95 1,04 - 2,42), com percepção de saúde positiva (OR= 1,96; IC%95 1,32 – 2,90), que não relataram barreiras (OR= 3,16; IC%95 1,99 – 5,03), com atitude positiva (OR= 1,67; IC%95 1,13 – 2,47) e alta autoeficácia (OR= 1,10; IC%95 1,01 – 1,20) tiveram mais chances de realizar o aconselhamento para atividade física. Diante do exposto, pode-se concluir que o aconselhamento para atividade física, embora já venha ocorrendo, ainda é pouco realizado, particularmente entre os agentes comunitários e técnicos de enfermagem, caracterizando-se uma oportunidade desperdiçada de promoção de atividade física para a população. Os fatores associados à realização do aconselhamento pelos profissionais de saúde revelaram que desenvolver ações referentes à organização do trabalho, atuar sobre condições de saúde dos profissionais, bem como reforçar fatores psicossociais e atenuar as barreiras em relação ao aconselhamento para atividade física poderá contribuir para a participação dos profissionais na realização de ações de promoção de saúde, de forma a promover a melhoria da qualidade de vida dos usuários.
Abstract: Health education has been shown to be an effective strategy in promoting physical activity and health. Among health education strategies and promotion of healthy lifestyles, physical activity counseling has been recommended in the context of primary health care. The objective of this study was to analyze the prevalence and associated factors with physical activity counseling among Primary Health Care professionals in João Pessoa (PB). This is a cross-sectional epidemiological study with 591 health professionals (physicians, nurses, nursing technicians and community health workers). 78.6% were female and mean age was 43.9 years old (± 13,9). A total of 43 USFs were selected proportionally by size of UBS (according to the number of teams), sanitary districts (Districts I, II, III, IV and V), keeping representativeness by professional category. Data collection was performed from May to October 2017. Physical activity counselors were considered as performing such practice for at least six months through the stage of behavior change. The independent variables with the following categorizations were: work time in the Family Health Strategy (<5 years vs ≥ 5 years), number of attendances (with excess attendance vs no excess attendance), participation in courses, events and physical activity training (yes vs no), leisure time physical activity (<150min/week vs ≥150min/week), nutritional status (overweight vs. normal weight), perception of barriers to counseling (yes vs no), psychosocial factors (attitude and self efficacy) were calculated using a score based on the sum of items on each scale and for the purpose of analysis, three variables were categorized as low (1st and 2nd tertile) and high (3rd tertile). Sociodemographic variables (age, sex, income and schooling) were considered as potential confounders. Data were tabulated in duplicate in the EpiData 3.1 program. A hierarchical model of binary logistic regression was used to evaluate the possible relationships between the the factors and the outcome. The level of significance was set at p <0.05, and all analyzes were performed in Stata software. Most of the health professionals were married (56.2%), non-white (72.2%), worked in the FHS for more than five years (85.1%), with a workload of less than forty hours a week (90.5%), and had no other job besides the FHS (87.0%). The prevalence of physical activity counseling was 46.2% (95% CI: 55.6 - 73.6), being higher among professionals of higher education (66.1%, 95% CI: 56.8-74.2) compared to medium / technical level (41.6%, 95% CI: 37.2-46.1). The multivariable analysis showed that health professionals with no excess of daily care (OR = 1.59, 95% CI 1.04 - 2.42), with positive health perception (OR = 1.96, 95% CI 1.32 (OR = 1.67, 95% CI, 1.13 - 2.47), who did not report barriers (OR = 3.16, CI% 95 1.99 - 5.03) and high self-efficacy (OR = 1.10, 95% CI 1.01 - 1.20) were more likely to perform physical activity counseling. In summary, it can be concluded that physical activity counseling, although already occurring, is still little accomplished, particularly among health community workers and nursing technicians, characterizing a wasted opportunity for physical activity promotion. Factors associated with counseling by health professionals revealed that developing actions related to work organization, working on health conditions of professionals, as well as strengthening psychosocial factors and reducing barriers to physical activity counseling may contribute to participation of the professionals in the accomplishment of actions of health promotion, in order to promote the improvement of the quality of life of the users.
Keywords: Estratégia saúde da família
Pessoal de saúde
Aconselhamento
Atividade motora
Atenção primária à saúde
Family health strategy
Health personnel
Counseling
Motor activity
Primary health care
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::EDUCACAO FISICA
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: Brasil
Publisher: Universidade Federal da Paraíba
metadata.dc.publisher.initials: UFPB
metadata.dc.publisher.department: Educação Física
metadata.dc.publisher.program: Centro de Ciências da Saúde (CCS) - Programa Associado de Pós Graduação em Educação Física (UPE/UFPB)
metadata.dc.rights: Acesso aberto
Attribution-NoDerivs 3.0 Brazil
metadata.dc.rights.uri: http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/
URI: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/13058
Issue Date: 28-Mar-2018
Appears in Collections:Centro de Ciências da Saúde (CCS) - Programa Associado de Pós-Graduação em Educação Física (UPE/UFPB)

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