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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/21218
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Campo DCValorIdioma
dc.creatorBIONE, Pedro Henrique de Almeida-
dc.date.accessioned2021-10-19T14:17:09Z-
dc.date.available2020-05-04-
dc.date.available2021-10-19T14:17:09Z-
dc.date.issued2020-03-21-
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/21218-
dc.description.abstractO trabalho desenvolvido visa, através do método científico hipotético-dedutivo e do levantamento bibliográfico, analisar a Teoria do Direito Penal do Inimigo, introduzida na Doutrina Penal Europeia por Günther Jakobs e debatida por diversos outros juristas e teóricos. Objetivando-se atestar a existência desse fenômeno no arcabouço legislativo brasileiro e questionar a legitimidade do mesmo frente à Ordem Constitucional vigente, o caminho traçado passa pela análise das características do Direito Penal do Inimigo, especialmente na dicotomia entre cidadãos e inimigos, além dos efeitos decorrentes dessa distinção, que envolvem o desrespeito de garantias fundamentais e processuais, bem como a exacerbação e antecipação da punibilidade contra os inimigos estatais, os quais são taxados segundo uma periculosidade presumida. Nesse sentido, as tendências expansionistas e o clamor por uma segurança ideal moldam a aplicação do Direito Penal do Inimigo, que se manifesta no contexto latino-americano e, consequentemente, na realidade brasileira. Para elucidar as raízes do fenômeno em tela, busca-se abordar a desumanização histórico-social de indivíduos e grupos segregados e taxados como inimigos ao longo do tempo. Nessa perspectiva, destacam- se os exemplos históricos e as contribuições da criminologia crítica, elucidando uma seletividade evidente e contínua da persecução penal. Por conseguinte, parte-se para a análise pormenorizada de dispositivos legais presentes no regramento penal brasileiro, que se adequam fielmente às características de um modelo próprio do Direito Penal do Inimigo, a exemplo da personalidade como circunstância judicial, a prisão preventiva, o abate de aeronaves, o regime disciplinar diferenciado, as disposições sobre tóxicos, crime organizado e terrorismo, assim como a recente Lei Anticrime, em vigor no Brasil a partir do ano de 2020. Vislumbradas tais premissas, ressalta-se a essência do Estado Democrático de Direito, além dos princípios e garantias fundamentais presentes na Constituição Federal de 1988, que denotam a incongruência, a incompatibilidade e a inconstitucionalidade da aplicação do Direito Penal do Inimigo no Brasil, por meio de seus deslindes legislativos.pt_BR
dc.description.provenanceSubmitted by lucimário dias (luciocam@hotmail.com) on 2021-10-19T14:17:09Z No. of bitstreams: 1 PHAB210320.pdf: 732545 bytes, checksum: 3a1665d553f150316685978742655209 (MD5)en
dc.description.provenanceMade available in DSpace on 2021-10-19T14:17:09Z (GMT). No. of bitstreams: 1 PHAB210320.pdf: 732545 bytes, checksum: 3a1665d553f150316685978742655209 (MD5) Previous issue date: 2020-03-21en
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal da Paraíbapt_BR
dc.rightsAcesso abertopt_BR
dc.subjectDireito Penal do Inimigopt_BR
dc.subjectExpansão Penalpt_BR
dc.subjectDesumanizaçãopt_BR
dc.subjectSeletividade Penalpt_BR
dc.subjectPrincípios e Garantias Fundamentaispt_BR
dc.subjectEstado Democrático de Direitopt_BR
dc.titleDIREITO PENAL DO INIMIGO: A DESUMANIZAÇÃO DE PESSOAS E APLICAÇÃO À LUZ DO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIROpt_BR
dc.typeTCCpt_BR
dc.contributor.advisor1BATISTA, Gustavo Barbosa de Mesquita-
dc.description.resumoO trabalho desenvolvido visa, através do método científico hipotético-dedutivo e do levantamento bibliográfico, analisar a Teoria do Direito Penal do Inimigo, introduzida na Doutrina Penal Europeia por Günther Jakobs e debatida por diversos outros juristas e teóricos. Objetivando-se atestar a existência desse fenômeno no arcabouço legislativo brasileiro e questionar a legitimidade do mesmo frente à Ordem Constitucional vigente, o caminho traçado passa pela análise das características do Direito Penal do Inimigo, especialmente na dicotomia entre cidadãos e inimigos, além dos efeitos decorrentes dessa distinção, que envolvem o desrespeito de garantias fundamentais e processuais, bem como a exacerbação e antecipação da punibilidade contra os inimigos estatais, os quais são taxados segundo uma periculosidade presumida. Nesse sentido, as tendências expansionistas e o clamor por uma segurança ideal moldam a aplicação do Direito Penal do Inimigo, que se manifesta no contexto latino-americano e, consequentemente, na realidade brasileira. Para elucidar as raízes do fenômeno em tela, busca-se abordar a desumanização histórico-social de indivíduos e grupos segregados e taxados como inimigos ao longo do tempo. Nessa perspectiva, destacam- se os exemplos históricos e as contribuições da criminologia crítica, elucidando uma seletividade evidente e contínua da persecução penal. Por conseguinte, parte-se para a análise pormenorizada de dispositivos legais presentes no regramento penal brasileiro, que se adequam fielmente às características de um modelo próprio do Direito Penal do Inimigo, a exemplo da personalidade como circunstância judicial, a prisão preventiva, o abate de aeronaves, o regime disciplinar diferenciado, as disposições sobre tóxicos, crime organizado e terrorismo, assim como a recente Lei Anticrime, em vigor no Brasil a partir do ano de 2020. Vislumbradas tais premissas, ressalta-se a essência do Estado Democrático de Direito, além dos princípios e garantias fundamentais presentes na Constituição Federal de 1988, que denotam a incongruência, a incompatibilidade e a inconstitucionalidade da aplicação do Direito Penal do Inimigo no Brasil, por meio de seus deslindes legislativos.pt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentCiências Jurídicaspt_BR
dc.publisher.initialsUFPBpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITOpt_BR
Aparece nas coleções:TCC - Direito - João Pessoa

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