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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/21359
Tipo: TCC
Título: Fisioterapia centrada na família de crianças com paralisia cerebral : relato de casos
Autor(es): Bezerra, Ana Caroline Silva
Primeiro Orientador: Carvalho, Sandra Maria Cordeiro Rocha de
Resumo: A atuação e colaboração familiar são imprescindíveis para qualquer profissional que trabalhe com crianças que apresentam algum tipo de disfunção no desenvolvimento motor e, em especial, quando se trata de crianças e adolescentes com Paralisia Cerebral (PC). Nesse sentido, tem-se observado respostas positivas quando os familiares atuam de forma a promover uma melhor evolução dos indivíduos envolvidos. A pesquisa em tela teve como objetivo analisar a participação da família a partir dos conhecimentos adquiridos durante a assistência fisioterapêutica de crianças com PC do Serviço de Fisioterapia Infantil da Universidade Federal da Paraíba (SFI/UFPB). Tratou-se de um estudo qualitativo, transversal, descritivo e não aleatório por meio de uma amostra intencional de 11 crianças com diagnóstico etiológico esclarecido de PC, que estavam em acompanhamento especializado no SFI/UFPB. Foram enviados e aplicados aos pais/responsáveis, via whatsapp com o Google formulários semiestruturados contendo 43 questões (20 fechadas e 23 abertas), no período de junho a julho de 2020, sob prévia autorização dos pais e/ou responsáveis, com assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido conforme Resolução no. 466;2012 do CNS/BR, com inscrição (CEE, n° 30768720.9.0000.5188). A construção das análises partiu de três dimensões estruturantes: perfil clínico e distribuição dos usuários; perfil socioeconômico e demográfico do responsável pelo usuário; e percepções dos pais e/ou responsável pelos usuários a partir do nascimento, assistência iniciada, atividades em domicilio, potencialidades e fragilidades da criança e enfrentamentos do cotidiano frente à pandemia Covid19. Constatou-se que a figura feminina é predominante na figura dos pais/responsáveis, sendo primordialmente mães (73%). Em relação ao conhecimento do diagnóstico observou-se que foi quase unânime a ausência de uma resposta coerente em relação ao diagnóstico da criança, com uma minoria respondendo apenas com o Cid10. Foi encontrado quanto ao nível educacional que a maioria dos pais/responsáveis possuía apenas ensino médio completo (55%), considerando-se como profissional ‘do lar’ 55%, e recebendo apenas um salário mínimo 46%, o que pode ter direta ou indiretamente colaborado quanto ao entendimento do quadro clínico da criança. Essa baixa escolaridade pode estar relacionada com a falta de interação da família dentro do contexto do cuidado da criança. A maioria dos pais não consultou meios de informação para um maior conhecimento da condição do seu filho (55%), o que também prejudica um maior engajamento dos mesmos no cuidado e no trabalho terapêutico da criança devido a essa falta de informação. Com relação ao recebimento de orientações, 91% afirmou ter sido orientado quanto as atividades terapêuticas que poderiam ser realizadas a domicílio, entretanto a maioria (64%) apresentava dificuldades com relação a pôr em prática tais atividades, não tendo problemas no que diz respeito aos cuidados básicos da criança (Higiene – 91%, Alimentação – 91% e Recreação -73%), sendo diferente apenas no quesito atividades escolares (55%). Apesar das dificuldades, foi constatada nas questões que estes pais/responsáveis ainda realizam algumas atividades/orientações passadas, sendo cuidadosos (64%) com questões de adaptação da casa para segurança e maior independência da criança. A falta de certa proximidade e orientação dos profissionais com os pais dificultam uma participação maior dos mesmos no processo de reabilitação, fazendo com que não se sintam preparados para terem uma atuação mais ativa e independente no cotidiano e no cuidado da sua criança. A relevância do estudo se deve à importância da família e cuidadores para a aquisição e manutenção da independência funcional de crianças com PC, a partir da compreensão de seu diagnóstico e da contribuição para a continuidade das orientações e atividades terapêuticas em seu domicílio.
Abstract: The family action and colaboration are essential for any professional who works with children who have some type of motor development dysfunction, in special, when it comes to children and teenagers with Cerebral Palsy (CP). In this way, positive answers and responsers have been observed when family members act in order to promote a better evolution of the individuals envolved. The research on screen aimed to analyze the participation of the family based on the knowledge acquired during the physical therapy care of children with CP of Child Physiotherapy Service of the Federal University of Paraíba (SFI/UFPB). This was a qualitative, cross-sectional ,descriptive and non-random study using a intentional sample of eleven (11) children with a clear, etiological diagnosis of CP , who were in specialized follow-up at the SFI/UFPB, were sent and applied to parents / guardians, via whatssap with Google semi structured forms containing 43 questions, (20 closed and 23 open), carried out from June to July 2020, with prior authorization from parents and / or guardians carried out from June to July 2020, with the prior authorization of parents and / or guardians, with the signing of the Free and Informed Consent Form as per Resolution no. 466; 2012 from CNS / BR, with registration (CEE, n° 30768720.9.0000.518). The construction of the analyzes started from three structural dimensions: clinical profile and distribution of users; socioeconomic and demographic profile of the user responsible; and perceptions of parents and / or guardians of users from birth, care initiated, activities at home, the child's strengths and weaknesses and daily coping with the pandemic Covid19. It was found that the female figure is predominant within the figure of parents / guardians, being primarily mothers (73%). Regarding the knowledge of the diagnosis, it was observed that it was almost unanimous to a non-coherent response in relation to the diagnosis of the child, with a small number accounting only for the Cid10. It was found as to the educational level that most parents / guardians had only completed high school (55%), considering themselves as a professional in the home (55%), and receiving only a minimum wage (46%), and this may have directly or indirectly collaborating with respect to understanding what the child has. This low level of education may be related to the lack of family interaction within the context of child care. Most parents did not consult means of information for a better knowledge of their child's condition (55%), which also hinders their greater engagement in the child's care and therapeutic work due to this lack of information. With regard to receiving guidance, 91% said they had been informed about the therapeutic activities that could be carried out at home, however the majority (64%) had difficulties with regard to implementing these activities, having no problems with regard to basic child care (Hygiene - 91%, Food - 91% and Recreation - 73%), being different only in terms of school activities (55%). Despite the difficulties, it was found in the questions that these parents / guardians still carry out some past activities / orientations, being careful (64%) with questions of adapting the house for the child's safety and greater independence. The lack of a certain proximity and orientation of the professionals with the parents hinder their greater participation in the rehabilitation process, making them not feel prepared to have a more active and independent participation in their child's daily life and care. The relevance of the study is due to the importance of the family and caregivers for the acquisition and maintenance of the functional independence of children with CP, based on the understanding of their diagnosis and the contribution to the continuity of the guidelines and therapeutic activities at home.
Palavras-chave: Desenvolvimento motor atípico
Fisioterapia neurofuncional
Participação da família
Atividades de vida diária
CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Universidade Federal da Paraíba
Sigla da Instituição: UFPB
Departamento: Fisioterapia
Tipo de Acesso: Acesso aberto
Attribution-NoDerivs 3.0 Brazil
URI: http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/
URI: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/21359
Data do documento: 10-Jul-2020
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