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metadata.dc.type: TCC
Title: As identidades criadas nas relações de poder retratadas na obra Usina de José Lins
metadata.dc.creator: Galvão, Fernanda Almeida
metadata.dc.contributor.advisor1: Mello, Beliza Aurea de Arruda
metadata.dc.description.resumo: Em Usina de José Lins do Rego tem-se, ao mesmo tempo, a continuidade e a ruptura de um ciclo: o da cana-de-açúcar, pois o enredo nos mostra os antigos engenhos banguês dando lugar às modernas usinas que modificam a forma produtiva e os modos de vida das pessoas, o que gera novas formas de identidade para estas e para o espaço que ocupam ou ocupavam. Nesta obra, percebe-se os papéis exercidos pelos personagens nas relações de poder existentes no espaço da usina e de como se dão essas relações entre patrões e empregados, bem como os mecanismos utilizados para manter esse poder. Além disso, podemos ver a decadência no final da obra, em que nos é possível observar a degradação dos mais abastados e daqueles que já levavam, segundo Dabat(2003), uma vida precária e que têm sua identidade perturbada por não se identificarem com os novos modos de vida advindos e impostos pela usina. Assim, esta monografia é uma análise de como as questões da identidade e das relações de poder estão presentes na obra. Esse trabalho se baseia, além de Dabat, nas dissertações de Duarte(2012) e Santos(2010), em Hall(2009), Mello(2000),dentre outros. A pesquisa empreendida para o trabalho tem caráter qualitativo-interpretativo baseada em textos retirados de livros e trabalhos acadêmicos (dissertações e artigos) sobre o tema aqui proposto. Nesse sentido, a presente pesquisa considera que o autor expõe como se dão as relações de poder que permanecem na transição do engenho para a usina, além de procurar retratar uma identidade para o Brasil e para a Paraíba em fase de modernização. Deste modo, entendemos que a identidade dos moradores da usina torna-se nula, o que os impediria de lutar contra a situação a que estavam submetidos. Há na obra uma expressão da memória dos tempos do engenho como formadora da identidade desses moradores/trabalhadores. Portanto, a usina representa, ao mesmo tempo, uma nova identidade e um espaço de memorização (SANTOS,2010), podendo as identidades de patrões e empregados estarem representadas na presente obra. Portanto, a Usina Bom Jesus se configuraria numa esfera de poder econômico e coercitivo que entra em declínio e onde predomina uma identidade legitimadora.Assim, o autor se aproxima do ideário modernista de busca por uma identidade nacional através da literatura, onde retrata um espaço de mudança e, ao mesmo tempo, de permanência.
Abstract: In Usina, by José Lins do Rego, we have, at the same time, the continuity and rupture of a cycle, the sugarcane one, as the plot shows us the old mills leaving and giving space to modern factories that change the production and the livelihoods of people, which creates new forms of identity not only for these people, but also for the space they occupy or occupied. Through this work, it is possible to see the roles played by these people in the existing power relations in the factory space and how these relationships occur between employers and employees, as much as the mechanisms used to exercise this power. Also, we can see the decadence at the end of the work, where we can see not only the degradation of the wealthy, but those who already had, according to Dabat (2003), a precarious life, and that had their identity disturbed with the advent of this production unit by not identifying themselves with the new ways of life originated and imposed by the factory. Thus, this monograph will restrain over how the power relations and the question of identity are represented in this art work. This work is based, besides Dabat, on Duarte dissertations (2012) and Santos (2010), on Hall (2009) and Mello (2000), among others. The research undertaken for the work has a qualitative-interpretative character, based on texts taken from books and academic works (essays and articles) about the theme proposed here. In this sense, this research considers that the author explains how they use the power relations that are still in the transition from mill to factory, at the same time trying to picture an identity for Brazil and Paraíba in their modernization phase. Thus, we see that the identity of the residents of the factory becomes void, which would prevent them from fighting against the situation to which they were subjected. There is an expression in the work about the memory from the mill times as a forming action of the identity of these residents / workers. Therefore, the factory is, at the same time, a new identity and a memory space (SANTOS, 2010), allowing the identities of employers and employees to be represented in the art work. Thus, the Bom Jesus Factory would set up a sphere of economic and coercive power that goes into decline and involves a legitimizing identity. The author approaches the modern ideas of searching for a national identity through literature, where he represents a change of space and, at the same time, of permanence.
Keywords: Identidade
Relações de poder
Memória
Usina
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LINGUA PORTUGUESA
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: Brasil
Publisher: Universidade Federal da Paraíba
metadata.dc.publisher.initials: UFPB
metadata.dc.publisher.department: Letras Clássicas e Vernáculas
metadata.dc.rights: Acesso restrito
URI: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/2907
Issue Date: 11-Nov-2015
Appears in Collections:TCC - Letras - Português (Curso presencial)

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