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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/36820
Tipo: TCC
Título: O Congresso Universal de Raças de Londres (1911) e a Conferência de Durban (2001): contrastes na abordagem étnico-racial da política externa brasileira
Autor(es): Silva, Valentine de Moura Costa
Primeiro Orientador: Ferreira, Túlio Sérgio Henriques
Resumo: Este trabalho investiga as continuidades e rupturas na abordagem da dimensão étnico-racial na Política Externa Brasileira (PEB) entre o Congresso Universal de Raças (1911) e a Conferência de Durban (2001). Trata-se de uma pesquisa qualitativa que adota o método do process tracing para examinar a interação entre o contexto global e o doméstico na definição da agenda racial. Para isso, mobiliza como arcabouço teórico a teoria dos jogos de dois níveis, de Robert Putnam, e a teoria da sociedade civil, de Arato e Cohen, complementadas por referências que discutem a construção da identidade nacional. O objetivo é analisar de forma crítica os fatores que impulsionaram as mudanças e as permanências na PEB. A investigação se baseia em uma revisão da literatura e em análises de fontes primárias e secundárias. Os resultados demonstram que, em 1911, a diplomacia brasileira silenciou a questão racial para projetar a imagem de uma convivência harmoniosa, enquanto, em 2001, a pressão de um ativismo negro coeso e globalmente conectado forçou o Estado a traduzir os compromissos internacionais em políticas públicas concretas no plano doméstico, como a Lei de Cotas. A pesquisa conclui que o evento de Durban representou uma ruptura significativa, evidenciando a perda de monopólio do Itamaraty sobre a agenda internacional e o fortalecimento da sociedade civil como um ator decisivo na condução da política externa.
Abstract: This work investigates the continuities and ruptures in the approach to the ethnic-racial dimension in Brazilian Foreign Policy between the Universal Races Congress (1911) and the Durban Conference (2001). This is a qualitative study that adopts the process tracing method to examine the interaction between the global and domestic contexts in defining the racial agenda. To do so, it mobilizes as a theoretical framework Robert Putnam's two-level game theory and Arato and Cohen's civil society theory, complemented by references that discuss the construction of national identity. The objective is to critically analyze the factors that drove changes and continuities in the Brazilian Foreign Policy. The investigation is based on a review of specialized literature and analysis of primary and secondary sources. The results demonstrate that, in 1911, Brazilian diplomacy silenced the racial issue to project an image of harmonious coexistence, while in 2001, pressure from a cohesive and globally connected black activism forced the state to translate international commitments into concrete domestic public policies, such as the “Lei de Cotas”. The research concludes that the Durban event represented a significant rupture, highlighting the Itamaraty's loss of monopoly over the international agenda and the strengthening of civil society as a decisive actor in the conduct of foreign policy.
Palavras-chave: Política externa brasileira
Congresso Universal de Raças
Conferência de Durban
Dimensão étnico-racial
CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::CIENCIA DA INFORMACAO::BIBLIOTECONOMIA
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Universidade Federal da Paraíba
Sigla da Instituição: UFPB
Departamento: Ciência da Informação
Tipo de Acesso: Acesso aberto
Attribution-NoDerivs 3.0 Brazil
URI: http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/
URI: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/36820
Data do documento: 2-Out-2025
Aparece nas coleções:CCSA - TCC - Relações Internacionais

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