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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/37189
Tipo: Tese
Título: Avaliação da variabilidade da frequência cardíaca e da pressão arterial em pacientes com teste positivo para COVID-19 em Unidade de Saúde da Família de João Pessoa - Paraíba
Autor(es): Aguiar, Cecília Burle de
Primeiro Orientador: Balarini, Camille de Moura
Segundo Orientador: Oliveira Júnior, Francisco Antônio de
referee1 : Araújo, Alice Valença
referee2: Carvalho, Alynne dos Santos
referee3 : Araujo, Andre Telis de Vilela
referee4 : Fazan Júnior, Rubens
Resumo: A pandemia de COVID-19 gerou impactos significativos na saúde pública, incluindo disfunções autonômicas cardiovasculares. Este estudo avaliou os efeitos da COVID- 19 na regulação autonômica de pacientes em um período médio de 113 dias após a infecção, utilizando parâmetros de variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e resposta à manobra de Valsalva. Foram analisados 58 participantes, sendo 29 indivíduos previamente infectados e 29 controles saudáveis, recrutados na Unidade de Saúde da Família Verde Vida, João Pessoa – Paraíba. O estudo revelou que pacientes pós-COVID-19 apresentaram um desbalanço autonômico caracterizado por redução da modulação vagal, evidenciada pela diminuição dos parâmetros RMSSD (no grupo controle de 41,63 ± 4,92, enquanto no COVID-19 de 29,98 ± 4,32, com p de 0,048) e SD1 (no grupo controle de 29,47 ± 3,48, enquanto no COVID-19 de 21,22 ± 3,06, com p de 0,048), com correlação positiva ao índice do sistema nervoso parassimpático (SNP) (no grupo controle de -0,64 (-1,40 – 0,49), enquanto no COVID- 19 de -1,14 (-1,57 – (-0,64)), com p de 0,029). Além disso, observou-se diminuição na sensibilidade barorreflexa, identificada pela ausência de redução dos níveis pressóricos após a manobra de Valsalva em pacientes infectados (valores de PAM em mmHg no repouso de 94.98 ± 3.11 e após MV de 93.31 ± 2.76, com p de 0,159), ao contrário do grupo controle (valores de PAM em mmHg no repouso de 93.32 ± 2.46 e após a MV de 88.47 ± 2.39, estatisticamente significativo com p de 0,005). A gravidade da infecção correlacionou-se positivamente com a idade (índice de correlação de 0,717, com p<0,001) e a pressão arterial sistólica (PAS) em repouso (índice de correlação de 0,458, com p de 0,013), bem como com o índice de estresse (índice de correlação de 0,411, com p de 0,027) sugerindo hiperatividade simpática e maior sobrecarga cardiovascular em indivíduos mais gravemente acometidos. O estudo reforça a associação entre a COVID-19 e alterações na regulação autonômica, independentemente da gravidade inicial da infecção. Apesar de limitações como o número reduzido de participantes e a ausência de dados pré-infecção, os achados contribuem para uma compreensão mais ampla dos efeitos tardios da doença. Este trabalho destaca a VFC como uma ferramenta não invasiva e aplicável ao acompanhamento do sistema nervoso autônomo (SNA), com potencial para orientar estratégias de manejo em todos os níveis de atenção à saúde no cenário pós-COVID- 19.
Abstract: The COVID-19 pandemic has significantly impacted public health, including cardiovascular autonomic dysfunctions. This study evaluated the effects of COVID-19 on autonomic regulation in patients approximately 113 days post-infection using heart rate variability (HRV) parameters and the Valsalva maneuver response. Fifty-eight participants were analyzed, comprising 29 previously infected individuals and 29 healthy controls recruited from the Verde Vida Family Health Unit in João Pessoa, Paraíba. Post-COVID-19 patients exhibited autonomic imbalance characterized by reduced vagal modulation, as evidenced by decreased RMSSD (control group: 41.63 ± 4.92; COVID-19 group: 29.98 ± 4.32; p = 0.048) and SD1 (control group: 29.47 ± 3.48; COVID-19 group: 21.22 ± 3.06; p = 0.048), positively correlated with the parasympathetic nervous system (PNS) index (control group: -0.64 (-1.40 – 0.49); COVID-19 group: -1.14 (-1.57 – (-0.64)); p = 0.029). Baroreflex sensitivity was also reduced, demonstrated by the lack of pressure reduction after the Valsalva maneuver in post-COVID-19 patients (mean arterial pressure, MAP, at rest: 94.98 ± 3.11 mmHg; post-MV: 93.31 ± 2.76 mmHg; p = 0.159), unlike the control group (MAP at rest: 93.32 ± 2.46 mmHg; post-MV: 88.47 ± 2.39 mmHg; p = 0.005). Infection severity correlated positively with age (r = 0.717; p < 0.001), resting systolic blood pressure (SBP; r = 0.458; p = 0.013), and stress index (r = 0.411; p = 0.027), suggesting sympathetic hyperactivity and greater cardiovascular burden in more severely affected individuals. This study underscores the association between COVID-19 and autonomic regulation alterations, irrespective of initial infection severity. Despite limitations such as small sample size and lack of pre-infection data, the findings enhance the understanding of the disease's long-term effects. HRV emerges as a non-invasive tool applicable to autonomic nervous system (ANS) monitoring, with potential to guide management strategies across all levels of post-COVID-19 healthcare.
Palavras-chave: Coronavírus - COVID-19
Variabilidade da frequência cardíaca
Disfunção anatômica
Manobra de Valsalva
COVID-19
HRV
Autonomic dysfunction
Valsalva maneuver
CNPq: CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::FISIOLOGIA
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Universidade Federal da Paraíba
Sigla da Instituição: UFPB
Departamento: Ciências Fisiológicas
Programa: Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas
Tipo de Acesso: Acesso aberto
Attribution-NoDerivs 3.0 Brazil
URI: http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/
URI: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/37189
Data do documento: 4-Out-2024
Aparece nas coleções:Centro de Biotecnologia (CBIOTEC) - Programa Multicêntrico de Pós-graduação em Ciências Fisiológicas (PMPGCF)

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