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https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/38017| Tipo: | Tese |
| Título: | O ambiente, o grupo, os desafios, as emoções: um mergulho profundo sob o contexto que envolve a maratona a partir das narrativas de maratonistas recreacionais |
| Autor(es): | Albuquerque, Diogo Barbosa de |
| Orientador: | Caminha, Iraquitan de Oliveira |
| Membro da Banca: | Santos, Ana Raquel Mendes dos |
| Membro da Banca: | Santos, Marcos André Moura dos |
| Membro da Banca: | Silva, Priscilla Pinto Costa da |
| Membro da Banca: | Mendes, Maria Isabel Brandão de Souza |
| Resumo: | A maratona, mais do que uma prova esportiva de longa duração, configura-se como fenômeno sociocultural que mobiliza emoções, narrativas de superação, vínculos coletivos e significados simbólicos. Este estudo teve como objetivo compreender a ambiência criada por corredores recreacionais desde a decisão de correr uma maratona até o cruzar da linha de chegada, analisando como desafios, emoções, interações sociais e contextos culturais estruturam essa experiência. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter descritivo- interpretativo, realizada com 42 corredores de rua da cidade do Recife-PE. Foram utilizados questionário sociodemográfico, entrevistas semiestruturadas, observações em treinos e provas, além de diário de campo. As narrativas foram analisadas à luz da Análise de Conteúdo de Bardin (2016), organizadas em categorias temáticas que contemplam motivações, desafios, estratégias, emoções e ambiência. Os resultados se estruturam a partir do modelo acadêmico escândinavo de apreciação, com a entrega de 4 artigos científicos. Estes demonstram que a decisão de correr uma maratona emerge de múltiplos fatores: desejo de superação pessoal, reconstrução de histórias de vida, pertencimento a grupos de corrida, influência de pares, reconhecimento social e busca por experiências existenciais intensas. A preparação envolve disciplina, renúncias, desgaste físico e emocional, mas também apoio de familiares, treinadores, colegas e redes digitais. Durante a prova, os corredores vivenciam um ciclo emocional marcado por ansiedade, medo, dor, euforia, gratidão, transcendência e, por vezes, sofrimento extremo. O ambiente – composto por sons, paisagens, público, símbolos, rituais e relações – exerce influência direta na motivação, no enfrentamento da dor e na continuidade do percurso. Conclui- se que a maratona configura-se como ritual contemporâneo de passagem, no qual corpo, emoção e cultura se entrelaçam, gerando ressignificações identitárias e fortalecimento de laços sociais. A prática, portanto, ultrapassa a dimensão fisiológica e reafirma-se como experiência simbólica, emocional e coletiva. |
| Abstract: | Marathon running, beyond being a long-distance sporting event, is configured as a sociocultural phenomenon that mobilizes emotions, narratives of self- overcoming, collective bonds, and symbolic meanings. This study aimed to understand the ambience created by recreational runners from the decision to run a marathon to crossing the finish line, analyzing how challenges, emotions, social interactions, and cultural contexts structure this experience. This is a qualitative study with a descriptive-interpretive approach, conducted with 42 recreational runners from the city of Recife, Pernambuco, Brazil. Data collection included a sociodemographic questionnaire, semi-structured interviews, observations during training sessions and races, and a field diary. The narratives were analyzed through Bardin’s Content Analysis (2016) and organized into thematic categories encompassing motivations, challenges, strategies, emotions, and ambience. The results are structured according to the Scandinavian academic model of evaluation, culminating in the submission of four scientific articles. The findings demonstrate that the decision to run a marathon emerges from multiple factors, including the desire for personal achievement, the reconstruction of life histories, a sense of belonging to running groups, peer influence, social recognition, and the pursuit of intense existential experiences. Preparation involves discipline, sacrifices, and physical and emotional strain, but also support from family members, coaches, peers, and digital networks. During the race, runners experience an emotional cycle marked by anxiety, fear, pain, euphoria, gratitude, transcendence, and, at times, extreme suffering. The environment—comprising sounds, landscapes, spectators, symbols, rituals, and social relationships—exerts a direct influence on motivation, pain coping, and the continuation of the race. It is concluded that the marathon constitutes a contemporary rite of passage in which body, emotion, and culture intertwine, generating identity re-significations and strengthening social bonds. Therefore, the practice transcends the physiological dimension and is reaffirmed as a symbolic, emotional, and collective experience. |
| Palavras-chave: | Maratona Emoções Ambiência Corrida de Rua Cultura Marathon Emotions Ambience Culture Street running |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::EDUCACAO FISICA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Universidade Federal da Paraíba |
| Sigla da Instituição: | UFPB |
| Departamento: | Medicina |
| Programa: | Programa Associado de Pós Graduação em Educação Física (UPE/UFPB) |
| Tipo de Acesso: | Acesso aberto Attribution-NoDerivs 3.0 Brazil |
| URI: | http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/ |
| URI: | https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/38017 |
| Data do documento: | 2-Dez-2025 |
| Aparece nas coleções: | Centro de Ciências da Saúde (CCS) - Programa Associado de Pós-Graduação em Educação Física (UPE/UFPB) |
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| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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