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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/38219
Tipo: Dissertação
Título: Prevalência da hipertensão arterial na população brasileira, acesso e utilização dos serviços de saúde: Pesquisa Nacional de Saúde 2019
Autor(es): Alves, Janiele Paulino
Orientador: Costa, Filipe Ferreira da
Membro da Banca: Valença, Ana Maria Gondim
Membro da Banca: Cunha, Nilza Maria
Resumo: Introdução: Dentre as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), destaca-se a hipertensão arterial, uma condição de saúde complexa e influenciada por múltiplos fatores, incluindo genética, ambiente, estilo de vida e aspectos socioeconômicos. Objetivos: Identificar a prevalência de indivíduos com hipertensão arterial sistêmica (HAS) e o acesso e utilização dos serviços de saúde. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, com abordagem quantitativa, utilizando-se de dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019. A amostra prevista da PNS 2019 foi de 108.525 domicílios particulares e os dados foram coletados em 90.836 domicílios. Para as análises do presente estudo, considerou-se apenas as entrevistas de moradores com idade ≥ 5 anos, que responderam ter recebido o diagnóstico de hipertensão arterial, totalizando 21.315 indivíduos. Foram utilizadas variáveis do módulo de características gerais dos moradores para os dados sociodemográficos, e variáveis do módulo de doenças crônicas (hipertensão) e cobertura por plano de saúde para verificar prevalência de HAS e o acesso e utilização dos serviços de saúde. O desfecho estudado foi a hipertensão arterial, obtido por meio de questionamento: “Algum médico já lhe deu o diagnóstico de hipertensão arterial?”. As prevalências da hipertensão arterial em cada grupo das variáveis escolhidas foram calculadas juntamente com respectivos intervalos de confiança (95%), todas as análises foram realizadas no programa estatístico com auxílio dos pacotes PNSIBGE e analisadas no pacote survey. Em relação aos dados sociodemográficos dos participantes do estudo, notou-se um predomínio de HAS em indivíduos do sexo feminino (25,15%), idosos (54,99%), pretos (24,58%), viúvos (55,30%), com baixo nível de escolaridade (32,38%), domiciliados na zona urbana (22,83%), região Sudeste (24,64%) seguida da região Sul (23,33%), com renda entre 1 e 3 salários-mínimos (24,78%) e, no período da pesquisa, desempregados (29,97%). O resultado descreve que o acesso e utilização dos serviços de saúde por pessoas com hipertensão, acontece da seguinte forma, 59,47% frequentam regularmente o médico ou os serviços de saúde. Entre os que não procuram atendimento regular, 38,69% alegaram que a pressão estava controlada e 38,58% não acharam necessário. 95,27% dos entrevistados receberam prescrição de medicamentos para hipertensão; 59,15% não obtiveram os medicamentos pelo serviço público e 54,29% pagaram do próprio bolso. Quanto ao local de atendimento, 45,80% foram atendidos na Unidade Básica de Saúde (UBS) e 28,78% em consultório particular. Além disso, 85,25% não pagaram pelo atendimento, que foi realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para 65,64% deles. Por fim, 51,90% foram atendidos pelo mesmo médico da consulta anterior. No que se diz respeito ao uso de plano de saúde constatou-se que 23,46% têm plano de saúde particular, seja de empresa ou de órgão público. Outros 32,45% afirmaram que seu plano de saúde principal é de instituição de assistência a servidores públicos (municipal, estadual ou militar). Quando perguntados sobre a qualidade do plano de saúde, 29,77% classificaram como ruim. Conclusão: Os resultados revelaram que a HAS apresenta uma prevalência significativa entre determinados grupos da população brasileira. Em relação ao acesso e utilização dos serviços de saúde, ficou evidente uma maior procura de atendimento nas UBS.
Abstract: Introduction: Among the Chronic Noncommunicable Diseases (CNCDs), hypertension stands out, a complex health condition influenced by multiple factors, including genetics, environment, lifestyle, and socioeconomic aspects. Objectives: To identify the prevalence of individuals with systemic arterial hypertension (SAH) and the access to and use of health services based on the 2019 National Health Survey (PNS). Study design: This is a cross-sectional study, with a quantitative approach, using data from the 2019 (PNS). For the analyses, only interviews with residents over 15 years of age were considered, totaling 21,315 individuals. It is worth noting that the percentages of hypertensive individuals were in relation to the total number of individuals according to the groups analyzed within the sociodemographic data of each variable, including only those who declared having hypertension. Variables from the general characteristics module of residents were used for sociodemographic data, and variables from the chronic diseases module (hypertension) and health insurance coverage to verify the prevalence of hypertension and the access to and use of health services. The outcome studied was hypertension obtained by the question: “Has a doctor ever diagnosed you with hypertension?”. The prevalence of hypertension in each group of the chosen variables was calculated together with their respective confidence intervals (95%). All analyses were performed in the statistical program with the aid of the PNSIBGE packages and analyzed in the survey package. Regarding the sociodemographic data of the study participants, there was a predominance of hypertension in female individuals (25.15%), elderly (54.99%), black (24.58%), widowed (55.30%), with a low level of education (32.38%), living in urban areas (22.83%), southeast region (24.64%) followed by the south region (23.33%), with an income between 1 and 3 minimum wages (24.78%) during the research period and unemployed individuals (29.97%). The results describe that access to and use of health services by people with hypertension occurs as follows: 59.47% regularly visit a doctor or health services. Among those who do not seek regular care, 38.69% claimed that their blood pressure was under control and 38.58% did not find it necessary. 95.27% of the interviewees received a prescription for hypertension medication; 59.15% did not obtain the medications through the public service and 54.29% paid for them out of their own pocket. Regarding the place of care, 45.80% were seen at the basic health units (BHU) and 28.78% at a private practice. In addition, 85.25% did not pay for the care, which was provided by the Brazilian Unified Health System (SUS) for 65.64% of them. Finally, 51.90% were seen by the same doctor as their previous consultation. Regarding the use of health insurance, it was found that 23.46% have a private health insurance plan, either from a company or a public agency. Another 32.45% stated that their main health insurance plan is from an institution that assists public servants (municipal, state or military). When asked about the quality of the health insurance plan, 29.77% rated it as poor. Conclusion: The results revealed that SAH has a significant prevalence among certain groups of the Brazilian population. Regarding access to and use of health services, there was a clear increase in demand for care at the BHU.
Palavras-chave: Hipertensão arterial
Inquérito nacional de saúde
Serviços de saúde – acesso
Saúde suplementar
Hypertension
National health survey
Access to health services
Supplementary health
CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Universidade Federal da Paraíba
Sigla da Instituição: UFPB
Departamento: Medicina
Programa: Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva
Tipo de Acesso: Acesso aberto
Attribution-NoDerivs 3.0 Brazil
URI: http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/
URI: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/38219
Data do documento: 12-Nov-2024
Aparece nas coleções:Centro de Ciências da Saúde (CCS) - Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva

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