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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/39143
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dc.creatorLacerda, Hélio Márcio Nunes-
dc.date.accessioned2026-09-16T17:21:40Z-
dc.date.available2026-06-02-
dc.date.available2026-09-16T17:21:40Z-
dc.date.issued2026-03-02-
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/39143-
dc.description.abstractCe texte discute le roman Moi, Tituba, sorcière... noire de Salem, de Maryse Condé (2017), afin de problématiser la construction fictionnelle de Tituba, une femme noire et esclave accusée de sorcellerie dans le village de Salem, en Nouvelle-Angleterre, aujourd'hui Massachusetts, au XVIIe siècle. Afin d'étudier les conditions, les limites et les possibilités d'écrire sur un personnage qui a peu de traces écrites, j'emprunte à Saidiya Hartman (2020) le concept de “fabulation critique” en tant que possibilité et expérience pour construire des réponses à l'effacement historique des sujets colonisés. Guidée par une perspective décoloniale, qui revisite la période de l'esclavage dans une perspective contre-hégémonique, j'effectue un travail bibliographique pour thématiser les travaux susmentionnés. Ainsi, en considérant le spectre esthétique de la de décentrer les récits officiels et d'écrire une littérature fondée sur l'hybridité culturelle, Maryse Condé, qui est une femme d'affaires, est une femme d'affaires. Ainsi, en considérant le spectre esthétique de la décentralisation des récits officiels et de l'écriture d'une littérature basée sur l'hybridité culturelle, l'œuvre de Maryse Condé opère un “tournant décolonial” (Maldonado-Torres, 2009) en déplaçant le discours du colonisateur pour raconter les processus de colonisation par la voix de Tituba, la femme noire réduite en esclavage. Pour son projet littéraire, l'auteure met en mouvement un réseau complexe dans lequel se mêlent l'esclavage, la colonisation, le racisme, la religion, la foi, les conflits religieux et l'oppression des Noirs. L'auteur met en place un réseau complexe dans lequel l'esclavage, la colonisation, le racisme, la religion, la foi, les conflits religieux et l'oppression des femmes noires au sein du monde colonial moderne naissant (Quijano, 2009). Mon intérêt est de problématiser la représentation fictionnelle de ce personnage créé par Maryse Condé, dans sa manière d'affronter la condition d'une femme noire asservie, insérée dans une communauté strictement religieuse et puritaine de la période coloniale nord-américaine. Ainsi, plus qu'un récit dissident, le roman semble construire une autre clé de lecture de la colonisation.pt_BR
dc.description.abstractABSTRACT This text investiagtes the novel Moi, Tituba, la sorcière noire de Salem, by Maryse Condé (2017), to problematize the fictional construction of Tituba, a Black woman, enslaved, accused of witchcraft in the village of Salem, in the 17th century, currently state of Massachusetts. To investigate the conditions, limits, and possibilities of writing about a character with few written records, I borrow the concept of "critical fabulation", from Sai Diya Hartman (2020), as a possibility and experiment to construct responses to the historical erasure of colonized subjects. Guided by a decolonial perspective, which revisits the slave- owning period from a counter-hegemonic perspective, I conduct a bibliographical study to thematize Condé's work. Thus, considering the aesthetic spectrum of decentralizing official narratives and writing literature anchored in cultural hybridity, Maryse Condé's work operates a "decolonial turn" (Maldonado-Torres, 2009), shifting the colonizer's discourse to narrate the processes of colonization through the voice of Tituba, the enslaved Black woman. To compose her literary project, the author sets in motion an intricate web in which slavery, colonization, racism, religion, faith, religious disputes, and the oppression of Black women within the nascent modern colonial world are intertwined (Quijano, 2009). My objective is to problematize the fictional representation of this character recreated by Maryse Condé, in her ways of confronting the condition of an enslaved Black woman, inserted in a strictly religious and puritanical community of the North American colonial period. In this way, more than a dissident narrative, the novel constructs another key to understanding the colonization of the New World. By exploring alternative narratives about the place of Black people in society, narratives that escape the common view of subalternity often attributed to them, this research builds its relevance by working with a writing that aims to be, to some extent, an expression of subjects erased by the process of colonization, seeing them as agents of culture, science, and art.pt_BR
dc.description.provenanceSubmitted by Jackson R. L. A. Nunes (jackson@biblioteca.ufpb.br) on 2026-09-16T17:21:40Z No. of bitstreams: 3 license_rdf: 805 bytes, checksum: c4c98de35c20c53220c07884f4def27c (MD5) HelioMarcioNunesLacerda_Tese.pdf: 3026437 bytes, checksum: 84ec18c7daf801fe38bb019ba5c1af5b (MD5) HelioMarcioNunesLacerda_Tese_Ficha_SIGAA.pdf: 2153 bytes, checksum: 7a3bb8290829385e325be90713561b76 (MD5)en
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dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal da Paraíbapt_BR
dc.rightsAcesso abertopt_BR
dc.rightsAttribution-NoDerivs 3.0 Brazil*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/*
dc.subjectEstudos literáriospt_BR
dc.subjectCondé, Maryse (1934-2024)pt_BR
dc.subjectCrítica e interpretaçãopt_BR
dc.subjectLiteratura e históriapt_BR
dc.subjectRepresentação da mulher negrapt_BR
dc.subjectBruxas de Salem - Literaturapt_BR
dc.subjectGiro decolonialpt_BR
dc.subjectTitubafr
dc.subjectEsclavagefr
dc.subjectSorcelleriefr
dc.subjectTournant décolonialfr
dc.subjectColonialismefr
dc.subjectSlaveryen
dc.subjectDecolonial turnen
dc.subjectWitchcraften
dc.subjectColonialismen
dc.titleDa ficção de uma história à história de uma ficção : Eu, Tituba (talvez) bruxa de Salempt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.contributor.advisor1Pinheiro, Vanessa Neves Riambau-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8345360905892527pt_BR
dc.contributor.referee1Gomes, Paulo de Freitas-
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0559991320758782pt_BR
dc.contributor.referee2Silva, Franciane Conceição da-
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/6855305429882928pt_BR
dc.contributor.referee3Melo Junior, Orison Marden Bandeira de-
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/1809881374621615pt_BR
dc.contributor.referee4Cruz, Edna Souza-
dc.contributor.referee4LattesLattes não localizado em 16/09/2026.pt_BR
dc.creator.LattesLattes não localizado em 16/09/2026.pt_BR
dc.description.resumoEste texto discute o romance Moi, Tituba, la sorcière noire de Salem, de Maryse Condé (2017), para problematizar a construção ficcional de Tituba, mulher negra, escravizada, acusada de bruxaria na vila de Salem, no século XVII, atual estado de Massachusetts. Para investigar as condições, os limites e as possibilidades de escrever sobre uma personagem que dispõe de poucos registros escritos, tomo de empréstimo o conceito de “fabulação crítica” de Saidiya Hartman (2020), como possibilidade e experimento para construir respostas ao apagamento histórico de sujeitos colonizados. Orientado por uma perspectiva decolonial, que revisita o período escravocrata sob um viés contra-hegemônico, realizo um trabalho bibliográfico para tematizar a obra de Condé. Assim, considerando o espectro estético de descentralizar as narrativas oficiais e escrever uma literatura ancorada no hibridismo cultural, a obra de Maryse Condé opera um “giro decolonial” (Maldonado-Torres, 2009), ao deslocar o discurso do colonizador para narrar os processos de colonização pela voz de Tituba, a mulher negra escravizada. Para compor seu projeto literário, a autora põe em marcha uma intrincada teia em que se mesclam escravidão, colonização, racismo, religião, fé, disputas religiosas e a opressão das mulheres negras no seio do nascente mundo colonial moderno (Quijano, 2009). Meu objetivo é problematizar a representação ficcional dessa personagem recriada por Maryse Condé, em suas formas de enfrentar a condição de mulher preta escravizada, inserida em uma comunidade estritamente religiosa e puritana do período colonial norte-americano. Desse modo, mais que uma narrativa dissidente, o romance constrói outra chave de leitura para a colonização do Novo Mundo. Ao explorar outras narrativas sobre o lugar da pessoa negra na sociedade, que escapam da visão comum de subalternidade frequentemente atribuída a ela, esta pesquisa constrói sua relevância ao operar sobre uma escrita que pretende ser, em alguma medida, expressão de sujeitos apagados pelo processo de colonização, enxergando-os como agentes da cultura, da ciência e da arte.pt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentLetraspt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Letraspt_BR
dc.publisher.initialsUFPBpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRASpt_BR
dc.publisher.programcode24001015051P1pt_BR
Aparece nas coleções:Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) - Programa de Pós-Graduação em Letras

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