Use este identificador para citar ou linkar para este item:
https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/39228| Tipo: | Tese |
| Título: | Characteristics of long COVID: a survey-based study in Brazilian primary health care |
| Autor(es): | Ferreira, Assel Muratovna Shigayeva |
| Orientador: | Pernambuco, Leandro de Araújo |
| Orientador: | Nascimento, João Agnaldo do |
| Membro da Banca: | Coêlho, Hemílio Fernandes Campos |
| Membro da Banca: | Figueiredo, Alexandre Medeiros de |
| Membro da Banca: | Lemos, Stela Maris Aguiar |
| Membro da Banca: | Araújo, Mariana Correia de |
| Resumo: | No Brasil, as evidências empíricas sobre a prevalência da COVID Longa, seus desfechos clínicos específicos e seu impacto geral na saúde da população são escassas. Para abordar essas lacunas científicas, a presente tese teve como objetivo descrever a prevalência, os fatores de risco e os desfechos clínicos da COVID Longa, bem como seu impacto na qualidade de vida relacionada à saúde de adultos diagnosticados com COVID-19 leve a moderada durante a pandemia de 2021, no âmbito da atenção primária à saúde brasileira. Trata-se de um estudo transversal retrospectivo, conduzido em seis Unidades de Saúde da Família (USF) no município de João Pessoa, Paraíba, no período de maio de 2023 a julho de 2024, utilizando dois instrumentos: (1) um questionário padronizado contendo 18 desfechos clínicos validados; e (2) o instrumento genérico EQ-5D-5L, destinado à mensuração da qualidade de vida relacionada à saúde. Para a definição de COVID Longa, o estudo adotou o conceito proposto pela Organização Mundial da Saúde (2021). Análises estatísticas descritivas foram utilizadas para caracterizar as variáveis sociodemográficas, o estado vacinal contra a COVID-19, os sintomas e a presença de comorbidades. A prevalência geral de COVID Longa na população do estudo, bem como a prevalência de sintomas específicos ajustada por sexo e idade, foi estimada e comparada entre dois grupos: adultos com COVID Longa e adultos sem COVID Longa. Os valores do índice de saúde EQ-5D-5L e os escores da escala visual analógica (VAS) foram analisados com o objetivo de comparar a qualidade de vida relacionada à saúde entre os dois grupos. Modelos de regressão logística binária foram utilizados para examinar as associações entre COVID Longa e desfechos clínicos, fatores de risco e estados de saúde. Entre os 226 participantes, 69,0% atenderam aos critérios para COVID Longa e apresentaram pelo menos um sintoma persistente após a infecção por SARS-CoV-2. Um conjunto de 16 desfechos clínicos apresentou associação estatisticamente significativa com a COVID Longa. As maiores razões de chances ajustadas (aORs) foram observadas para perda de memória de curto prazo, ansiedade e comprometimento da atenção. Os fatores de risco para COVID Longa incluíram a presença de cinco ou mais sintomas, o sexo feminino, a idade entre 40 e 49 anos e a idade igual ou superior a 70 anos. Indivíduos com COVID Longa continuaram a apresentar uma qualidade de vida relacionada à saúde significativamente pior dois anos ou mais após infecção leve a moderada, em comparação com adultos sem sintomas persistentes, independentemente do sexo, da idade, da etnia, do nível educacional ou da presença de comorbidades. Adultos com essa condição apresentaram maior risco de desenvolver problemas de saúde relacionados à ansiedade ou depressão, dor ou desconforto e comprometimento das atividades habituais. A presente tese destaca a necessidade de direcionar serviços multidisciplinares na atenção primária a sobreviventes da COVID-19 que apresentam problemas de saúde de longo prazo após a infecção. Além disso, a compreensão dos efeitos prolongados da infecção por SARS-CoV-2 e a identificação de adultos com maior risco de desenvolver problemas de saúde persistentes podem auxiliar profissionais de saúde, cuidadores e formuladores de políticas públicas a abordar de forma mais eficaz os aspectos da vida dos pacientes que apresentam comprometimento da qualidade de vida, bem como a desenvolver uma abordagem multidisciplinar na atenção primária para o manejo dessa condição. |
| Abstract: | In Brazil, the knowledge regarding Long COVID prevalence, its specific clinical outcomes and overall impact on population health is severely limited. To address these existing gaps, the PhD study aimed to describe the prevalence, risk factors and clinical outcomes of Long COVID, and its impact on health-related quality of life among adults diagnosed with mild to moderate during the 2021 COVID-19 pandemic in Brazilian primary care. A retrospective cross-sectional survey was conducted in six Family Health Care Units in João Pessoa, Paraiba, from May 2023 to July 2024, using two instruments: 1) a standardized questionnaire containing 18 validated clinical outcomes, and 2) a generic EQ-5D-5L instrument for measuring health-related quality of life (HRQOL). To define Long COVID, the study adopted the definition outlined by the WHO (2021). Descriptive statistical analyses were used to describe the sociodemographic characteristics of the study population, COVID-19 vaccination status, symptoms, and the presence of comorbidities. The overall prevalence of Long COVID along with symptom-specific prevalence adjusted for sex and age, was estimated and compared between adults with and without Long COVID. EQ-5D-5L health index values and visual analogue scale (VAS) scores were analyzed to compare health-related quality of life between the two groups. Binary logistic regression models were used to examine the associations between Long COVID and clinical outcomes, risk factors, and health states. Of 226 respondents, 69.0% met the definition of Long COVID and had at least one persistent symptom following SARS-CoV-2 infection. A total of 16 clinical outcomes were significantly associated with Long COVID. The largest adjusted odds ratios (aORs) were observed for short-term memory loss, anxiety, and impaired attention. The risk factors for Long COVID included five or more symptoms, female sex, age 40–49 years, and age 70 years or older. Individuals with Long COVID continued to experience significantly poorer health-related quality of life two years or more after mild-to-moderate infection compared with those without persistent illness, regardless of sex, age, ethnicity, educational level, or comorbidities. Adults with this condition are at higher risk of experiencing health issues related to anxiety or depression, pain or discomfort, and deterioration in usual activities. This thesis highlights the need to target multidisciplinary services in primary care for COVID-19 survivors experiencing long-term health issues after infection. Furthermore, understanding the long-lasting health effects of SARS-CoV-2 infection and identifying adults at higher risk for enduring health issues can help health professionals, caregivers, and policymakers better address aspects of patients’ lives that lack quality and develop a multidisciplinary approach in primary care for managing this condition. |
| Palavras-chave: | Atenção primária à saúde COVID-19 COVID Longa Primary Health Care Long COVID |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Universidade Federal da Paraíba |
| Sigla da Instituição: | UFPB |
| Departamento: | Ciências Exatas e da Saúde |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Modelos de Decisão e Saúde |
| Tipo de Acesso: | Acesso aberto Attribution-NoDerivs 3.0 Brazil |
| URI: | http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/ |
| URI: | https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/39228 |
| Data do documento: | 6-Mar-2026 |
| Aparece nas coleções: | Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN) - Programa de Pós-Graduação em Modelos de Decisão e Saúde |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| AsselMuratovnaShigayevaFerreira_Tese.pdf | 2,85 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
Este item está licenciada sob uma
Licença Creative Commons
