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https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/613| Tipo: | TCC |
| Título: | Potenciais interações medicamentosas na farmacoterapia de hipertensos cadastrados no programa hiperdia de uma unidade integrada de saúde da família do município de João Pessoa-PB. |
| Autor(es): | Cavalcante, Nayara Costa. |
| Resumo: | A Hipertensão Arterial Sistêmica é uma doença crônica de longo curso assintomático e representa um sério problema de saúde pública. Quando não tratada adequadamente, torna-se um dos mais importantes fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. Somam-se a isso, a alta frequência de comorbidades e a consequente polifarmácia. Dessa forma, o uso concomitante de vários medicamentos aumenta a probabilidade de reações adversas e de interações medicamentosas (IM). Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo identificar potenciais interações entre os medicamentos prescritos a hipertensos cadastrados no Hiperdia de uma unidade integrada de saúde da família do município de João Pessoa-PB. Para isso, realizou-se um estudo transversal de caráter descritivo, com uma amostra composta por 201 voluntários que correspondeu a todos os usuários que frequentaram as reuniões do Hiperdia nos meses de março e abril. Para análise das interações medicamentosas, foram utilizadas como fontes bibliográficas a base de dados DrugDex® Evalutions do Micromedex®, a base de dados disponível no endereço eletrônico www.drugs.com e o Mesdcape. Dos hipertensos entrevistados, 73% eram do gênero feminino e 52% possuíam faixa etária entre 54-71 anos. Quanto ao tratamento farmacológico, foi prescrito um total de 610 medicamentos e cada usuário recebeu entre 1 e 11 medicamentos, com média de 3,02 ±1,7. Os anti-hipertensivos mais empregados foram a hidroclorotiazida (27%), captopril (22%) e losartana (15%). Dos questionários avaliados, 40% apresentaram pelo menos uma IM, sendo constatado um total de 269, o que representa em média 3,3 interações por hipertenso, sendo 53% farmacodinâmicas, 35% farmacocinéticas e 12% desconhecidas. Das potenciais interações identificadas, 11% foram classificadas como maior (séria); 60% moderadas e 29% menor. Além das interações entre medicamentos, foram observadas interações entre medicamentos e o etanol, destacando-se a de maior ocorrência com a metformina (27%), AAS (19%) e glibenclamida (19%). Dos entrevistados, 25% alegaram sentir algum desconforto com relação aos medicamentos. Esses desconfortos podem ser consequência de IMs presentes ou reações adversas e isso pode comprometer a segurança do paciente. Diante disso, destaca-se a necessidade de orientação dos hipertensos quanto à terapia medicamentosa a qual são submetidos, apontando os benefícios, riscos, possíveis reações adversas e interações medicamentosas. Assim, faz-se necessário a presença do farmacêutico na equipe de saúde multiprofissional para reunir esforços e possibilitar uma assistência adequada aos hipertensos. |
| Palavras-chave: | Interação medicamentosa Hipertensão arterial Hiperdia |
| URI: | https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/613 |
| Data do documento: | 22-Jul-2014 |
| Aparece nas coleções: | TCC - Farmácia |
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