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metadata.dc.type: Tese
Title: Relações biogeográficas entre a avifauna de florestas de altitude no Nordeste do Brasil
metadata.dc.creator: Mariano, Erich de Freitas
metadata.dc.contributor.advisor1: Araujo, Helder Farias Pereira de
metadata.dc.contributor.advisor-co1: Barbosa, Maria Regina de Vasconcellos
metadata.dc.description.resumo: A extensa área da região Nordeste do Brasil (1.540.827 km2) apresenta grandes variações no relevo, com altitudes inferiores aos 300 m na Depressão Sertaneja até áreas acima dos 1000m, como no Planalto da Borborema (Araujo et al. 1998). Essa variedade altitudinal é refletida na complexidade climática e conseqüentemente na variabilidade de seus tipos vegetacionais. Algumas dessas formações são áreas florestais, que cobrem desde porções litorâneas até áreas altas incluídas no domínio florístico-vegetacional da Caatinga. Os ambientes florestais de altitude encontrados na área da Caatinga podem estar relacionadas aos domínios da Floresta Atlântica, nos chamados Brejos de Altitude (Andrade-Lima, 1982), ou ainda das Florestas Neotropicais Estacionais Secas (FNES). As FNES são ecossistemas essencialmente dominados por árvores, com copa contínua ou quase contínua e na superfície do solo as ervas são os elementos de menor quantidade, quando comparadas a vegetação de savanas (Monney et al. 1995, Pennington et al. 2006). Segundo Gentry (1995) e Graham & Dilcher (1995), essas florestas secas ocorrem onde a precipitação é menor que 1600 mm/ano, com um período de no mínimo 5-6 meses recebendo menos que 100 mm. Rodal et al. (2008) demonstraram que, no nordeste do Brasil, as florestas secas estacionais estão localizadas onde o limite máximo de precipitação é 1000 mm e, no mínimo, oito meses do ano recebem menos 100 mm. Essas formações podem ser encontradas atualmente em margens de rios, como as matas secas do rio São Francisco e em áreas serranas, constituindo florestas de altitude em meio à vegetação arbustiva circundante, no domínio das caatingas. Nos estados de Pernambuco e Paraíba, o planalto da Borborema propicia a formação de microclimas com temperaturas mais baixas e maior precipitação que nas áreas adjacentes (Andrade- Lima, 1982). Os enclaves florestas em meio a Caatinga são considerados refúgios atuais de espécies dos ambientes florestais que teriam dominado o centro da região Nordeste em um período geológico mais úmido que o atual (Andrade-Lima, 1982). A teoria de refúgios pleistocênicos foi apresentada ainda nas décadas de 1960-1970 (eg. Haffer, 1969; Vanzolini & Williams, 1970; Brown e Ab Sáber, 1979) e estudos com a fauna mésica desses ambientes corroboraram com esta proposta (e.g. Mares et al. 1985). No entanto, análises de distribuição de táxons realizadas mais recentemente (eg. Santos et al. 2007, Roda et al. 2008, Carvalho 2013), bem como filogenias moleculares de alguns táxons relacionados a essas florestas, estão disponíveis apenas na última década e, portanto, outros sinais históricos que podem suportar, refutar ou complementar as histórias clássicas são possíveis de ser averiguados. Estudos comparativos da composição da avifauna associada aos ambientes florestais e estudos filogeográficos de espécies que ocorrem nas florestas de altitude no nordeste podem contribuir para explicar relações entre essas formações florestais. Visando testar a hipótese de múltiplas origens para as florestas de altitude utilizaremos três ferramentas: (1) análises da composição de comunidades de aves dependentes de ambientes florestais que ocorrem em diferentes florestas de altitude através de métodos cladísticos; (2) Análise do padrão de distribuição de espécies com ocorrência em florestas de altitude no nordeste setentrional, discutindo seus padrões de distribuição e histórias filogenéticas de taxa a elas relacionados; (3) e estudo filogeográfico de uma espécie de ave Passeriforme que ocorre nessas florestas. Para isso pretende-se nesse projeto: (a) verificar a composição da avifauna de florestas de altitude no nordeste brasileiro, através de amostragens de campo, visitas a museus e recuperação de dados publicados; (b) comparar a composição da avifauna, utilizando um misto da Análise de Parcimônia e Endemismo (PAE) e da Análise Cladística de Distribuição e Endemismo (CADE), e (c) obter filogegrafia de Arremon taciturnus, espécies de ave Passeriforme associada a tais ambientes florestados.
Keywords: Ciências biológicas
Zoologia
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::ZOOLOGIA
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: Brasil
Publisher: Universidade Federal da Paraí­ba
metadata.dc.publisher.initials: UFPB
metadata.dc.publisher.department: Zoologia
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós Graduação em Ciências Biológicas
Citation: MARIANO, Erich de Freitas. Relações biogeográficas entre a avifauna de florestas de altitude no Nordeste do Brasil. 2014. 230 f. Tese (Doutorado em Zoologia) - Universidade Federal da Paraí­ba, João Pessoa, 2014.
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
URI: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/tede/4150
Issue Date: 21-Nov-2014
Appears in Collections:Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN) - Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas

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