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metadata.dc.type: Dissertação
Title: A trajetória do portador de sofrimento psíquico no processo de desinstitucionalização: história oral
metadata.dc.creator: Silva, Priscilla Maria de Castro
metadata.dc.contributor.advisor1: Ferreira Filha, Maria de Oliveira
metadata.dc.description.resumo: A Lei 10.216/2001, que rege a Reforma Psiquiátrica Brasileira, criou condições para a substituição progressiva dos manicômios e como consequência abriu a possibilidade de rompimento com o modelo hegemônico hospitalocêntrico, para um modelo de base comunitária. E, à medida que o portador de sofrimento psíquico vai se reabilitando, devem surgir novas estruturas para compor sua rede de apoio e dar suporte em seu processo de desinstitucionalização e inclusão social. Este estudo objetivou conhecer a trajetória do portador de sofrimento psíquico no processo de desinstitucionalização, considerando o processo de reabilitação e inclusão social. Trata-se de um estudo compreensivo - interpretativo e de caráter qualitativo, fundamentado nos pressupostos da História Oral, proposta por Bom Meihy. Foi realizado com dez usuários que se tratavam em um CAPS do município de Campina Grande/PB/Brasil e que estavam em processo de reabilitação e inclusão social. O material empírico foi produzido no período de Junho a Julho de 2012 e seguiu todas as etapas de produção de material empírico proposta por Bom Meihy. Os achados da investigação foram discutidos à luz da técnica da análise temática interpretativa proposta por Minayo, que resultou em um grande eixo temático intitulado: Trajetórias de vida: da superação do preconceito ao fortalecimento da resiliência e três subeixos temáticos: Da Casa aos Serviços Psiquiátricos ; Do CAPS à família, escola e trabalho ; Em busca de um novo lugar social: Possibilidades e dificuldades . Os resultados revelaram histórias de dor, abuso, violência, miséria, abandono, que contribuíram para o desencadeamento das crises, e posterior procura aos serviços especializados. O preconceito foi um dos obstáculos mais difíceis de ser enfrentado pelos colaboradores e as narrativas demonstram muita fé, resiliência, empoderamento e superação deste preconceito e estigma social. A descoberta do CAPS como um lugar de apoio, cuidado e reabilitação, promoveu a construção de uma rede de apoio e proporcionou a intersetorialidade como inúmeros órgãos que favoreceram a inclusão social dessas pessoas no mercado de trabalho, escola e vários ambientes sociais. Entretanto, o CAPS tornou-se um ambiente ambíguo no tocante à inclusão através do trabalho, pois quem produzia fora não podia comercializar seu artesanato dentro do serviço, o que denotou uma inabilidade dos profissionais do CAPS em atuar nesta esfera do cuidado. Uma estratégia que os colaboradores utilizaram para se reinserir no mercado de trabalho foi a omissão de que um dia se trataram no CAPS, driblando o estigma que receberam quando começaram a se tratar em um serviço de Saúde Mental. Um entrave revelado foi falta de fomento financeiro para as mais diversas iniciativas de inclusão social, mas, nesta investigação, foi apontado o norte da economia solidária, que proporcionou o aumento da autonomia dos sujeitos envolvidos e criou espaços para uma gestão descentralizadora e participativa. E, como achado mais favorável desta investigação, foi a possibilidade da desinstitucionalização no sentido ampliado. Algumas estratégias necessárias, tais como o fortalecimento da resiliência e a crença em si mesmos tornaram estes usuários confiantes e de volta ao lugar de protagonistas de suas próprias vidas.
Abstract: The Psychiatric Reform Law 10.216/2001, created the conditions for the gradual replacement of asylums and as a result opened the possibility of breaking away from the hospital-hegemonic model, a model for community-based. And, as the bearer of mental suffering will be rehabilitated, new structures must emerge to compose your support network, and support in their process of Deinstitutionalization and Social Inclusion. This study aimed to know the trajectory of the carrier of the mental suffering in the deinstitutionalization process, considering the process of rehabilitation and social inclusion. This is a comprehensive study - interpretative and qualitative, based on the assumptions of Oral History, proposed by Bom Meihy. Was conducted with ten users that they were in a CAPS in Campina Grande / PB / Brazil and that were in the process of rehabilitation and social inclusion. The empirical material was produced in the period from June to July 2012, and followed all the steps of production of empirical material proposed by Bom Meihy. The empirical material was discussed in light of the interpretive thematic analysis technique proposed by Minayo, which resulted in a large main theme entitled: Trajectories of life: the overcoming of prejudice to strengthening the resilience and three sub-themes: From House to Psychiatric Services ; The CAPS family, school and work ; Looking for a new social place: Possibilities and difficulties . The results revealed stories of pain, abuse, violence, poverty, abandonment, contributing to the onset of seizures, and subsequent demand for specialized services. Prejudice was one of the most difficult obstacles to be faced by the employees, and the narratives demonstrate great faith, resilience, empowerment and overcoming this prejudice and social stigma. The discovery of CAPS as a place of support, care and rehabilitation, promoted the construction of a network of support and provided intersectorality as numerous agencies that favor the inclusion of such persons in the labor market, school and various social environments. However, CAPS has become an ambiguous environment with respect to inclusion through work, for he had produced, could not be marketed within the craft service, which denoted an inability of professionals to act in this sphere CAPS care. A strategy that employees used to reenter the job market, was the omission of one day were treated in CAPS, dodging the stigma they received when they started dealing in a Mental Health service. One obstacle was revealed a lack of financial development for diverse social inclusion initiatives, but in this research, was appointed the solidarity economy, which provided increased autonomy of the individuals involved, and created spaces for a decentralized and participatory management. And as more favorable finding of this investigation was the possibility of deinstitutionalization in the broad sense. Some strategies necessary such as strengthening the resilience and belief in themselves, these users become confident and back to the place of the protagonists of their own lives.
Keywords: Enfermagem
Desinstitucionalização
Serviços de Saúde Mental
Sofrimento psíquico
História
Nursing
Deinstitutionalization
Mental health services
Stress psychological
History
metadata.dc.subject.cnpq: CIENCIAS DA SAUDE::ENFERMAGEM
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: BR
Publisher: Universidade Federal da Paraí­ba
metadata.dc.publisher.initials: UFPB
metadata.dc.publisher.department: Enfermagem
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-Graduação em Enfermagem
Citation: SILVA, Priscilla Maria de Castro. A trajetória do portador de sofrimento psíquico no processo de desinstitucionalização: história oral. 2012. 167 f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Universidade Federal da Paraí­ba, João Pessoa, 2012.
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
URI: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/tede/5120
Issue Date: 27-Nov-2012
Appears in Collections:Centro de Ciências da Saúde (CCS) - Programa de Pós-Graduação em Enfermagem

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