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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/tede/5662
Tipo: Tese
Título: A alma mortal e suas afecções: uma leitura do Timeu de Platão
Autor(es): Lucena, Maria Gorette Bezerra de
Orientador: Caminha, Iraquitan de Oliveira
Resumo: Nossa pesquisa examina a alma mortal e suas afecções (pathémata) no Timeu de Platão, com o propósito de demonstrar que o filósofo amplia a noção de morte (thánatos), nesse diálogo, para explicar o vínculo (syndouménes) e a associação ou koinonía entre a alma mortal e o corpo. Platão transpõe a noção de morte para o campo de sua filosofia, de modo que por um lado, o atributo mortal indica a composição do corpo do homem e de todos os seres ditos físicos, visíveis e tangíveis; e ampara o estado de dissolução e corrupção destes (Timeu 42e - 43a); e por outro lado, passa a indicar a intrínseca koinonía entre a forma de alma mortal e o corpo, ambos de naturezas distintas; o que nos fez inferir, que o atributo mortal (thnetón) não é usado por Platão para designar a morte do génos de alma mortal (téns psychéns thnetòn génos, Timeu 69d-e); considerando sobretudo, que o filósofo não diz em nenhuma passagem do Timeu, que o eidos/génos de alma mortal é um ser elementar, portanto, de natureza afim ao corpo e demais seres da phýsis. Numa espécie de demiurgia divina e filosófica, Platão mescla aspectos anímicos e físicos e demonstra que a alma de eídos mortal está encravada no corpo (sôma) através da medula (myelós), ou seja, é na medula que estão ancorados (ankurôn) os laços de toda a alma humana. Dessa maneira, a alma mortal sente e vivifica todos os órgãos e partes corpóreas e acolhe afecções (pathémata), originadas de sua união com sôma. Essa reflexão propicia a Platão demonstrar como o corpo afeta a alma (psyché) e como surgem os afetos (páthos) e paixões (tà pathé) humanas; e esclarecer o verdadeiro sentido do atributo mortal (tòn thnetón) aplicado por ele à forma de alma mortal. Portanto, o atributo mortal não expressa a morte (thánatos) do eidos/génos de alma mortal do homem, é apenas um recurso da dialética platônica para conhecer as tendências anímicas de cada um de nós e explicar a complexa união psyché thánatos-sôma, com vistas à formação de cidadãos virtuosos e justos, a finalidade (télos) precípua de sua filosofia.
Abstract: In this research we examine the mortal soul and its disorders (pathémata) in Plato's Timaeus, to show that in this dialogue Plato extends the concept of death (thánatos) to explain the bond (syndouménes) and the association or communion (koinonía) between the mortal soul and the body. Plato relates the notion of death to the field of philosophy, so that on the one hand, the attribute mortal indicates the composition of human body and of all physical, visible and tangible beings; and sustains the state of dissolution and corruption of these (Timaeus 42e - 43a). Whereas on the other hand it indicates the intrinsic association (koinonía) between the deadly form of the body and mind both of distinct natures. This makes us infer that the deadly attribute (thnetón) is not used by Plato to designate the death of the mortal soul génos (téns psychéns thnetòn génos, Timaeus 69 d-e). Nowhere in the passages of the Timaeus Plato says that the eidos/génos of mortal soul is an elementary being and therefore, is natural to the human body and other beings. In a kind of divine and philosophical demiurge, Plato mixes psychic and physical aspects and demonstrates that the soul of mortal eidos is stuck in the body (sôma) through the medulla (myelós) and that the bonds of every human soul is anchored (ankurôn) in the bone marrow. Thus, the mortal soul feels and vigorates all body parts and accepts the disorders (pathémata) arising from its union with Soma. This reflection helps Plato demonstrate how the body affects the soul (psyché) and how affections (páthos) and passions (tà pathé) are born. It also helps him clarify the true meaning of mortal attributes (tòn thnetón) in relation to the form of mortal soul. Hence, the mortal attribute does not express the death (thánatos) of eídos/génos of mortal humon soul. It is just a Platonic dialectics of action encountered in the psychic tendencies of each of us that explains the complex union of thánatos with psyché sôma, aimed at the formation of virtuous and righteous citizens, the sole purpose (télos) of his philosophy.
Palavras-chave: Alma
Corpo
Afecção
Medula
Timeu
Soul
Body
Affliction
Bone marrow
Timaeus
CNPq: CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
Idioma: por
País: BR
Editor: Universidade Federal da Paraí­ba
Sigla da Instituição: UFPB
Departamento: Filosofia
Programa: Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Citação: LUCENA, Maria Gorette Bezerra de. A alma mortal e suas afecções: uma leitura do Timeu de Platão. 2014. 143 f. Tese (Doutorado em Filosofia) - Universidade Federal da Paraí­ba, João Pessoa, 2014.
Tipo de Acesso: Acesso aberto
URI: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/tede/5662
Data do documento: 14-Nov-2014
Aparece nas coleções:Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) - Programa de Pós-Graduação em Filosofia

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