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metadata.dc.type: Tese
Title: Representações sociais da violência doméstica: qualidade de vida e resiliência entre mulheres vítimas e não vítimas
metadata.dc.creator: Ribeiro, Cristiane Galvão
metadata.dc.contributor.advisor1: Coutinho, Maria da Penha de Lima
metadata.dc.description.resumo: O objetivo da presente tese foi apreender as representações sociais da violência doméstica elaborada por mulheres vítimas e verificar as implicações de suas representações na qualidade de vida e resiliência, comparando estes construtos a partir de mulheres que não sofreram violência. Verificou-se também os princípios que deram origem à variabilidade das RS da qualidade de vida e resiliência no grupo das mulheres vítimas e não vítimas de violência doméstica. Este estudo se fundamentou nos aportes teóricos da teoria das Representações Sociais (Moscovici, 2003; Doise, 1992) por permitir apreender um conhecimento elaborado e partilhado por mulheres em situação de violência doméstica e compreender as ancoragens sociais que fomentam este fenômeno. Foi realizada uma pesquisa de campo em um serviço de saúde pública na cidade de João Pessoa, no qual atende mulheres de uma forma geral e possui um centro especializado no acolhimento à mulheres vítimas de violência doméstica. Participaram da pesquisa 150 mulheres, com idades variando entre 18 e 53 anos, com renda de até um salário mínimo, sendo 70 vítimas e 80 não vítimas de violência doméstica, que foram identificadas a partir de um questionário rastreador da violência. Além deste instrumento, as mulheres responderam a um questionário sócio-demográfico, a escala de qualidade de vida (Whooqol-brief) e a uma escala de resiliência (Pesce et al, 2005). Das 70 mulheres vítimas de violência, obedecendo ao critério de saturação (Sá, 1998), 27 responderam às entrevistas semi-estruturadas, que foram analisadas por meio da análise de conteúdo temática (Bardin, 2010). Os questionários e as escalas foram analisadas por meio do pacote estatístico PASW, utilizando-se da estatística descritiva e inferencial. Os resultados apontaram que as mulheres vítimas de violência elaboraram RS complexas e reveladoras, nas quais apontaram que a violência atinge a família como um todo e é objetivada como um elemento ameaçador e destrutivo. Elaboraram RS ambivalentes acerca do agressor entre ancoragens negativas e afetivas nas quais fomentam o ciclo da violência, que é gerado principalmente a partir das relações de poder. As mulheres vítimas demonstraram grande sofrimento psíquico com conseqüências negativas de ordem bio-psico-social porém apontaram indícios de resiliência quanto às perspectivas de futuro. No estudo comparativo, a partir da mensuração da escala de qualidade de vida, observou-se escores significativamente menores no grupo das mulheres vítimas em relação às não vítimas de violência em todos os domínios, apontando princípios que geraram esta variabiliadde focados nos aspectos laborais, auto-estima e relações sociais. No que tange à resiliência, os dois grupos obtiveram altas médias não havendo diferença significativa nos domínios a partir da condição de vítima. Em suma, verificou-se que o fenômeno da violência doméstica possui suas ancoragens sociais na dominação masculina e submissão feminina e traz sérias conseqüências para a saúde das vítimas, contudo verificou-se que estas possuem algum recurso interno no que tange às formas positivas de enfrentamento deste fenômeno.
Abstract: The purposes of this thesis were to apprehend the social representations of the domestic violence elaborated by women who are victims and to verify the implications of this violence in their quality of life and resilience, comparing these constructs with women who did not suffer violence. It was also verified the principles which originate the variability of the SR of the quality of life and resilience in the group of women victims and non-victims of domestic violence. This study was based on the theoretical aspects of the Social Representations theory (Moscovici 2003; Doise, 1992), as it helped to apprehend an elaborated and shared knowledge by women in situation of domestic violence and to understand the social anchors which promote this phenomenon. A field research was performed in a public health service from João Pessoa city, which serves women in a general way and has a specialized center to receive women victims of domestic violence. About 150 women participated of this study, with ages varying from 18 to 53 years old, with incomes up to one minimum salary, being 70 victims and 80 non-victims of domestic violence. Besides this instrument, the women answered a social-demographic questionnaire, the quality of life scale (Whoqol-brief) and the resilience scale (Pesce et al, 2005). From the 70 women victims of violence, obeying the criterion of saturation (Sá 1998), 27 answered the semi-structured interviews, which were analyzed by the thematic content analysis (Bardin, 2010). The questionnaires and scales were analyzed by the statistical package PASW, being used inferential and descriptive statistics. The results revealed that women victims of violence elaborated complex and revealed SR, in which the violence reaches the family as a whole and is objectified as a threatening and destructive element. They elaborated ambivalent SR about the aggressor among negative and affective anchors which foment the cycle of violence, which is created mainly by the relations of power. The women who were victims demonstrated psychic suffering with negative biopsycho- social consequences; however they pointed indications of resilience regarding the perspectives of future. In the comparative study, by the measurement of the quality of life scale, it was observed significantly lower scores in the group of women victims of violence in relation to those non-victims of violence in all domains, being this difference focused on labor aspects, self-esteem, and social relations. Concerning the resilience, both groups acquired high levels and they did not differ in the domains, when related to the condition of victim. All in all, it was verified that the phenomenon of domestic violence has its social anchors in the male domination and female submission and it brings serious consequences to the victims health, however it was verified that they owns some internal resources regarding to positive forms of coping with this phenomenon.
Keywords: Violência
Mulher
Representações sociais
Qualidade de vida
Resiliência
Violence
Woman
Social representations
Quality of life
Resilience
metadata.dc.subject.cnpq: CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: BR
Publisher: Universidade Federal da Paraí­ba
metadata.dc.publisher.initials: UFPB
metadata.dc.publisher.department: Psicologia Social
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social
Citation: RIBEIRO, Cristiane Galvão. Representações sociais da violência doméstica: qualidade de vida e resiliência entre mulheres vítimas e não vítimas. 2011. 224 f. Tese (Doutorado em Psicologia Social) - Universidade Federal da Paraí­ba, João Pessoa, 2011.
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
URI: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/tede/7023
Issue Date: 18-Feb-2011
Appears in Collections:Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) - Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social

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