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metadata.dc.type: Tese
Title: Concepções de mães, pais e educadoras sobre desenvolvimento infantil e gênero
metadata.dc.creator: Vasconcelos, Dalila Castelliano
metadata.dc.contributor.advisor1: Salomão, Nadia Maria Ribeiro
metadata.dc.description.resumo: Desde muito cedo, a interação entre adultos e crianças é influenciada por questões de gênero. Esse é um aspecto importante do desenvolvimento infantil, uma vez que as concepções de gênero dos adultos podem possibilitar diferentes oportunidades de desenvolvimento para meninas e meninos. Na primeira infância, dois grandes contextos socializadores diretos fazem parte da vida da criança: a família, que é o contexto socializador primário, e a escola. Considerando o desenvolvimento infantil a partir de uma perspectiva cultural, esta pesquisa tem o objetivo de identificar e analisar as concepções de mães, pais e educadoras de crianças de dois e três anos de idade a respeito do desenvolvimento infantil e das relações de gênero na infância. Foram entrevistadas 40 mães - 20 de meninas e 20 de meninos - 40 pais, com a mesma distribuição, e 20 educadoras - dez de centros de educação infantil públicos e 10 de centros de educação infantil privados. Os dados foram analisados a partir das contribuições teórico-metodológicas da análise de conteúdo de Bardin. Os resultados indicam que as concepções sobre desenvolvimento infantil dos participantes influenciam as estratégias de cuidado utilizadas e as metas de socialização apresentadas por eles. Mães, pais e educadoras definem meninas e meninos de forma antagônica, porquanto afirmam que as meninas são delicadas, disciplinadas e gostam de brincadeiras de meninas, e que os meninos são indisciplinados, ativos, agitados e gostam de brincadeiras de meninos. Um total de 65% de mães e pais de meninas e 25% das educadoras afirmaram que utilizam diretivos sexistas na interação com meninas. Na interação com meninos, esse número se eleva para 95%, entre mães e pais de meninos e 65% das educadoras, o que indica que os meninos sofrem mais interferências em seu comportamento do que as meninas. Os participantes interferem nas ações das crianças e delimitam o que são atividades exclusivas de cada sexo quando as crianças manipulam brinquedos e roupas e acessórios considerados do sexo oposto e expressam comportamentos também considerados do sexo oposto. Os pais afirmaram que não interferem para que os filhos brinquem com crianças do mesmo sexo, entretanto, ao oferecer brinquedos diferentes para meninas e meninos, além de propiciar uma esteriotipia na forma de brincar, eles poderão contribuir para a segregação sexual entre as crianças durante as brincadeiras. Tais concepções devem ser consideradas em propostas de intervenção que visem à promoção do desenvolvimento infantil e relações de gênero mais equitativas.
Abstract: As of an early stage, interaction between adults and children is influenced by gender questions. This is a relevant aspect of infant development, once gender conceptions by adults may make it possible for girls and boys to hold different opportunities for development. In the first childhood, two major direct socializing contexts take part of the child’s life: the family, which is the primary socializing context, and the school. Considering child development from a cultural perspective, this research focuses on identifying and analyzing the conceptions by mothers, fathers, and educators of children aged two and three years old concerning infant development and gender relationships in childhood. As many as 40 mothers - 20 of whom of girls, and 20 of boys - 40 fathers, distributed similarly, and 20 educators - ten from children’s public educational centers, and ten from private ones. Data were analyzed with theoretical-methodological contributions from Bardin’s analysis content. Outcomes signal that the conceptions on infant development by the participants have an influence over caretaking strategies utilized, and over socialization goals presented by them. Mothers, fathers and educators describe boys and girls antagonistically, inasmuch as they state that girls are delicate, well-behaved, and enjoy girls’ plays, whereas boys are badlybehaved, active, agitated, and enjoy boys’ plays. A total of 65% of mothers and fathers, and 25% of educators asserted that they use sexist directives for interaction with girls. In relation to interaction with boys, this rate goes up to 95%, between mothers and fathers, and 65% between educators, which leads to the conclusion that boys undergo more interferences in their behavior than do the girls. The participants interfere with children’s actions and delimitate which exclusive activities suit each sex when they handle with opposite-sex typical toys and clothing items, and express behaviors most often accounted as usual for the opposite sex, too. Parents stated that they do not interfere in their children’s choice to play with children of the same sex, yet, by offering boys and girls distinct toys, besides providing a stereotype in the way of playing, they will also contribute for sexual segregation among children during plays. Such conceptions may be seen in intervention proposals targetting infant development promotion, and more equitable gender relationships.
Keywords: Desenvolvimento infantil
Pais
Gênero
Mães
Educadoras
Infant development
Gender
Fathers
Mothers
Educators
metadata.dc.subject.cnpq: CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: Brasil
Publisher: Universidade Federal da Paraíba
metadata.dc.publisher.initials: UFPB
metadata.dc.publisher.department: Psicologia Social
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social
Citation: VASCONCELOS, Dalila Castelliano de. Concepções de mães, pais e educadoras sobre desenvolvimento infantil e gênero. 2017. 280 f. Tese (Doutorado em Psicologia Social) - Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2017.
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
URI: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/tede/9119
Issue Date: 24-Feb-2017
Appears in Collections:Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) - Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social

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