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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/20784
Tipo: Dissertação
Título: A matemática, os princípios lógicos e o cogito: dúvida e certeza nas Meditações Metafísicas de Descartes
Autor(es): Rolim, Diógenes Rodrigues Moura
Orientador: Lopes, Arthur Viana
Resumo: O desenvolvimento da dúvida nas Meditações Metafísicas de Descartes chega ao seu nível mais radical ao pôr sob suspeita até mesmo as verdades mais simples da matemática. Apesar de ser um método fundado na razão, houve quem tenha visto na dúvida cartesiana um caminho insuperável, na medida em que teria comprometido as próprias operações racionais. Com efeito, duvidar mesmo das verdades intuitivas da matemática seria duvidar da intuição em geral, que é a forma privilegiada da razão. Em nosso trabalho, propomos uma reflexão sobre o limite da dúvida cartesiana a partir da comparação entre as verdades matemáticas e as verdades lógicas. Por que não seria possível, pelas próprias condições do método, duvidar dos princípios lógicos, cuja garantia é a própria evidência intuitiva? Por que a razão não é de todo comprometida pela força de um método que põe em questão o produto exemplar da razão, que é a matemática? Para responder essas questões, analisamos o desenvolvimento e o sentido da dúvida nas Meditações, os esclarecimentos feitos por Descartes principalmente nas Respostas às Objeções e nos Princípios da Filosofia, como também o sentido da concepção cartesiana de matemática e sua compreensão a respeito das chamadas noções comuns, que envolvem parte das verdades consideradas indubitáveis.
Abstract: The development of doubt in Descartes' Meditations reaches its most radical level by undermining even the simplest truths in mathematics. Despite being a method based on reason, there were those who saw in cartesian doubt an insurmountable path, insofar as it would have compromised their own rational operations. Indeed, to doubt even the intuitive truths of mathematics would be to doubt intuition in general, which is the privileged form of reason. In our work, we propose a reflection on the limit of cartesian doubt based on the comparison between mathematical truths and logical truths. Why would it not be possible, due to the method's own conditions, to doubt the logical principles, whose guarantee is the intuitive evidence itself? Why is reason not at all compromised by the strength of a method that calls into question the exemplary product of reason, which is mathematics? To answer these questions, we analyze the development and the meaning of doubt in the Meditations, the clarifications made by Descartes mainly in the Replies to the Objections and Principles of Philosophy, as well as the meaning of the cartesian conception of mathematics and his understanding of the so-called common notions , which involve part of the truths considered undoubted.
Palavras-chave: Filosofia
Dúvida
Matemática
Princípios lógicos
Cogito
Certeza
Philosophy
Doubt
Mathematics
Logical principles
Certainty
CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Universidade Federal da Paraíba
Sigla da Instituição: UFPB
Departamento: Filosofia
Programa: Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Tipo de Acesso: Acesso aberto
URI: http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/
URI: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/20784
Data do documento: 26-Fev-2021
Aparece nas coleções:Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) - Programa de Pós-Graduação em Filosofia

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