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https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/28646Registro completo de metadados
| Campo DC | Valor | Idioma |
|---|---|---|
| dc.creator | PEREIRA, JÉSSIKA PAMELA DE CARVALHO | - |
| dc.date.accessioned | 2023-10-05T14:29:10Z | - |
| dc.date.available | 2022-06-16 | - |
| dc.date.available | 2023-10-05T14:29:10Z | - |
| dc.date.issued | 2022-06-13 | - |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/28646 | - |
| dc.description.abstract | In societies founded on patriarchal bases, archetypes of victims and sexual aggressors corrupt the popular imagination and even the political-legal sense of the authorities. Historically, it has been observed that victims of sexual violence have always gone through a long process of social invalidation. From Antiquity to the Middle Ages, the woman was seen only as a territorial extension of the patrimony of her family or husband. In this context, with great influence, the religious discourse creates the first archetypes of victims and sexual aggressors. Bearing this in mind, only a woman of immaculate morals, such as the “Virgin Mary”, could figure as a genuine victim of rape. On the other hand, the narrative was constituted through the image of a naturally evil man, the “demon”. A posteriori, in the 19th century, scientism pathologized rape, attributing psychiatric dementia to the sexual aggressor, sharpened by characteristics inherent to the male condition. However, in this analysis, it was found that the archetypes in question function as a “smoke screen” for a society based on gender, race and class asymmetries. Therefore, this work aims to denounce and critically analyze the depoliticization of crimes behind all these thematization and figurativizations, marked by religiosity, scientific discourse and, essentially, supported by Law, as they omit the causes and factual circumstances of sexual violence. | pt_BR |
| dc.description.provenance | Submitted by Gracineide Silva (gracineideehelena@gmail.com) on 2023-10-05T14:29:10Z No. of bitstreams: 1 JPCP 130622.pdf: 604229 bytes, checksum: 2a93c47be741f54a0807119fe6b79f82 (MD5) | en |
| dc.description.provenance | Made available in DSpace on 2023-10-05T14:29:10Z (GMT). No. of bitstreams: 1 JPCP 130622.pdf: 604229 bytes, checksum: 2a93c47be741f54a0807119fe6b79f82 (MD5) Previous issue date: 2022-06-13 | en |
| dc.language | por | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Federal da Paraíba | pt_BR |
| dc.rights | Acesso aberto | pt_BR |
| dc.subject | Estupro | pt_BR |
| dc.subject | Gênero | pt_BR |
| dc.subject | Agressor sexual | pt_BR |
| dc.subject | Rape | pt_BR |
| dc.subject | Rapist | pt_BR |
| dc.subject | Gender | pt_BR |
| dc.title | A CONSTRUÇÃO DAS VÍTIMAS E CRIMINOSOS NOS DELITOS DE NATUREZA SEXUAL: UMA ANÁLISE CRÍTICA | pt_BR |
| dc.type | TCC | pt_BR |
| dc.contributor.advisor1 | Oliveira, Tatyane Guimarães | - |
| dc.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/1599231873625823 | pt_BR |
| dc.description.resumo | Em sociedades fundadas sobre bases patriarcais, arquétipos de vítimas e agressores sexuais corrompem o imaginário popular e, até mesmo, o senso político-jurídico das autoridades. Historicamente, observou-se que as vítimas de violência sexual, desde sempre, passaram por um longo processo de invalidação social. Da Antiguidade ao Medievo, a mulher era vista, tão somente, como uma extensão territorial do patrimônio de seus familiares ou marido. Nesse contexto, com grande influência, o discurso religioso cria os primeiros arquétipos de vítimas e agressores sexuais. À vista disso, somente uma mulher de moral imaculada, tal qual a “Virgem Maria”, poderia figurar como uma vítima genuína de estupro. Já seu averso narrativo, constituía-se através da imagem de um homem naturalmente mau, o “demônio”. À posteriori, no século XIX, o cientificismo patologiza o estupro, atribuindo ao agressor sexual demências psiquiátricas, aguçadas por características inerentes à condição de macho. Contudo, nesta análise, verificou-se que os arquétipos em questão funcionam como uma “cortina de fumaça” para uma sociedade baseada nas assimetrias de gênero, raça e classe. Portanto, no presente trabalho, intuiu-se denunciar e analisar criticamente a despolitização dos crimes por trás de todas essas tematizações e figurativizações, marcadas pela religiosidade, pelo discurso científico e, essencialmente, sustentadas pelo Direito, na medida em que elas omitem as causas e circunstâncias fáticas da violência sexual. | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.publisher.department | Ciências Jurídicas | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFPB | pt_BR |
| dc.relation.references | ALECRIM, Gisele Machado. SILVA, Eduardo Pordeus. ARAÚJO, Jailton Macena de. Autonomia da mulher sobre o seu corpo e a intervenção estatal. Gênero& Direito, [S. l.], v. 3, n. 2, 2014. Págs. 158/176. Disponível em: https://app.vlex.com/#BR/vid/546287482. Acesso em: 05 abr. 2022. ALMEIDA, Beatriz Antunes de Melo. LEAL, Brenda Ferraz Lucas. O estupro enquanto crime de gênero: uma análise cronológica da legislação brasileira. Jus.com.br. 2021. Disponível em: https://jus.com.br/artigos/91607/o-estupro- enquanto-crime-de-genero-uma-analise-cronologica-da-legislacao- brasileira#:~:text=Publicado%20em%2006%2F2021%20.,referentes%20ao%20delito %20de%20estupro. Acesso em 23 mar. 2022. BARROS, Diana. Estudos do discurso in: FIORIN (Org.). Introdução à Linguística II: Princípios de análise. São Paulo, Contexto, 2016, p. 187-219. BEAUVOIR, Simone de. O Segundo Sexo: Fatos e Mitos. 4 ed. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1970. ______. 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| dc.subject.cnpq | CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO | pt_BR |
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