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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/37476
Tipo: Tese
Título: Uma historiografia das ideias sobre o português brasileiro em gramáticas escolares brasileiras (1961-2000)
Autor(es): Silva, Anderson Rany Cardoso da
Orientador: Vieira, Francisco Eduardo
Orientador: Silva, Leonardo Gueiros da
Orientador: Leitão, Márcio Martins
Orientador: Inô, Danielly Vieira
Orientador: Sansone, Olga Ferreira Coelho
Resumo: A presente tese teve como objetivo geral investigar a abordagem do português brasileiro em gramáticas escolares brasileiras publicadas entre 1961 e 2000. Além do objetivo geral, foram estabelecidas metas específicas para orientar o desenvolvimento da pesquisa: investigar de que forma e em que medida a produção acadêmica advinda da linguística brasileira impactou a produção de gramáticas escolares publicadas no Brasil; catalogar as expressões terminológicas utilizadas pelas gramáticas para se referir ao português brasileiro e estabelecer relações de sentido entre essas expressões e os contextos de gramatização em que ocorrem; elencar os aspectos fonológicos, morfológicos e sintáticos considerados pelas obras como especificidades da língua do Brasil e tecer reflexões sobre as implicações desses aspectos para o processo de gramatização; discorrer sobre o tratamento realizado por esses instrumentos linguísticos no que diz respeito à distinção entre a língua do Brasil e a língua de Portugal. A investigação fundamentou-se na Historiografia da Linguística, entendida como prática que descreve e interpreta a evolução dos estudos sobre a linguagem, considerando contextos, orientações teóricas e escolhas metodológicas (Swiggers, 2009). A pesquisa articulou duas frentes de trabalho: (i) mapeamento de gramáticas escolares publicadas entre 1961 e 2000 e (ii) análise das denominações atribuídas ao português brasileiro. A pesquisa foi baseada na macrocategoria camadas do conhecimento linguístico (Swiggers, 2014), que possibilita refletir sobre padrões de abordagem e diferenças descritivas, subdividindo-se em camadas contextual, teórica, técnica e documental. Na primeira frente de trabalho, foram selecionadas 17 gramáticas, enquanto, na segunda, essas obras foram analisadas com vistas a suscitar reflexões historiográficas fundamentadas na macrocategoria de análise anteriormente mencionada. Na análise da camada contextual, verificou-se que a produção de gramáticas escolares não acompanhou de modo imediato os avanços da Linguística no país. Algumas obras incorporaram certas inovações tardiamente, mas a maioria permaneceu distante de referenciais já consolidados nas décadas de 1980 e 1990, como os da Sociolinguística, do Funcionalismo e da Análise do Discurso, apoiando-se em modelos anteriores, como os estudos filológicos. Na análise da camada teórica, observou-se um cenário de transição e resistência, com três tendências principais: a primeira, dos estudos dialetológicos e filológicos, predominante nas décadas iniciais, mantém vínculo com a tradição normativa, sem reconhecer o português brasileiro como sistema autônomo; a segunda, do descritivismo estruturalista, representa uma fase de transição, na qual algumas gramáticas incorporam, ainda que superficialmente, conceitos da Linguística; a terceira, das teorias com ênfase no uso, valoriza o funcionamento real da língua e reconhece a especificidade do português brasileiro. Na análise da camada técnica, identificaram-se 42 expressões referenciais relacionadas ao português brasileiro. Essa diversidade evidencia o enfraquecimento da tradição lusitana como referência única, bem como a afirmação de uma identidade linguística brasileira. Nesse processo, observaram-se duas posturas principais: gramáticas excludentes, que tratam o português brasileiro como desvio da norma-padrão; e gramáticas inclusivas, que reconhecem a legitimidade das variedades do português. Na análise da camada documental, constatou-se que as gramáticas abordam o português brasileiro sobretudo na seção de sintaxe, com ênfase nos conteúdos colocação pronominal, pronomes, regência e flexão verbal. Tal foco expressa tanto a preocupação normativa quanto a tentativa de distinguir o português brasileiro do europeu. Os exemplos, por sua vez, têm origens diversas: elaborados pelos autores, extraídos de obras literárias, retirados de textos autênticos ou selecionados de imagens descontextualizadas, o que revela a persistência de práticas tradicionais, mesmo diante dos avanços da Linguística.
Abstract: Devido à criptografia do arquivo, ficamos impossibilitados de coletar o texto do abstract.
Palavras-chave: Historiografia da linguística
Gramaticografia da língua portuguesa
Gramáticas escolares brasileiras
Português brasileiro
Ensino de língua portuguesa
Historiografia de la lingüistica
Gramaticografia de la lengua portuguesa
Gramáticas escolares brasileñas
Portugués brasileño
Enseñanza de lengua portuguesa
Historiography of linguistics
Grammaticography of the portuguese language
Brazilian school grammars
Brazilian portuguese
CNPq: CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LINGUISTICA
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Universidade Federal da Paraíba
Sigla da Instituição: UFPB
Departamento: Linguística
Programa: Programa de Pós-Graduação em Linguística
Tipo de Acesso: Acesso aberto
Attribution-NoDerivs 3.0 Brazil
URI: http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/
URI: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/37476
Data do documento: 21-Out-2025
Aparece nas coleções:Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) - Programa de Pós-Graduação em Linguística

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