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https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/38088| Tipo: | Dissertação |
| Título: | "Meu medo mesmo é de menstruar na escola? : violações de direitos humanos contra adolescentes em decorrência da pobreza menstrual na cidade de João Pessoa-PB" |
| Autor(es): | Sousa, Mariana Lima de |
| Orientador: | Tannuss, Rebecka Wanderley |
| Membro da Banca: | Rabay, Gloria De Lourdes Freire |
| Membro da Banca: | Garcia, Renata Monteiro |
| Membro da Banca: | Santos, Gislene Aparecida Dos |
| Resumo: | A pobreza menstrual diz respeito à falta de acesso a itens de higiene menstrual, água encanada, saneamento básico, medicamentos e informações sobre o próprio corpo. Somada à indisponibilidade de itens de contenção de fluxo, essa condição leva pessoas que menstruam a utilizarem meios alternativos para contê-lo, o que pode resultar em infecções do trato urinário e até em risco de morte. A pobreza menstrual afeta meninas, mulheres, homens trans e pessoas não binárias e, por ser um tema historicamente marcado por tabus e estigmas, há escassez de dados e debates, cujo impacto mais imediato é o absenteísmo escolar, prejudicando de forma intensa a trajetória educacional. Esta pesquisa tem como objetivo analisar as violações de direitos humanos decorrentes da pobreza menstrual no âmbito educacional do município de João Pessoa, junto a alunas dos 6°, 7°, 8º e 9º anos. Trata-se de um estudo exploratório e qualitativo, desenvolvido a partir de pesquisa de campo com aplicação de questionário e realização de rodas de conversa com 21 pessoas que menstruam. Os principais resultados revelam que: a) o perfil socioeconômico das participantes evidencia que são, em sua maioria, pessoas pretas e pardas, de baixa renda, que passam grande parte da trajetória escolar menstruando; b) o absenteismo escolar é a consequência mais frequente, sendo que, diferentemente do que indica a literatura, as participantes chegam a faltar mais de 50 dias do ano letivo, o que gera a percepção de atraso em relação aos meninos; c) a vergonha é o sentimento mais recorrente, acompanhada de inúmeros estigmas menstruais; d) o bullying impacta diretamente o bem-estar das participantes; e) há uma lacuna curricular e institucional quanto ao tratamento do tema - a ausência de atividades escolares sobre o assunto e a falta de preparo dos profissionais para abordá-lo afetam diretamente o acolhimento das pessoas que menstruam e limitam ações de enfrentamento ao bullying, fundamentais para garantir o acesso e a permanência escolar. Conclui-se, a partir dos dados coletados, que ainda há um longo caminho a percorrer no combate à pobreza menstrual nas escolas. São necessárias ações voltadas à formação de professores, melhorias na infraestrutura escolar e a incorporação de um currículo orientado por uma educação em e para os Direitos Humanos, de modo a favorecer a construção de uma sociedade mais justa e equitativa. |
| Abstract: | Menstrual poverty refers to the lack of access to menstrual hygiene products, running water, basic sanitation, medication, and information about one's own body. Combined with the unavailability of menstrual containment items, this condition leads menstruating individuals to use improvised alternatives, which may result in urinary tract infections and even life-threatening complications. It affects girls, women, trans men, and non-binary people, and because the topic is historically surrounded by taboos and stigma, there is a scarcity of data and public debate, whose most immediate impact is school absenteeism, severely compromising educational trajectories. This study aims to analyze human rights violetonas arising from menstrual poverty within the educational context of João Pessoa, Brazil, focusing on students enrolled in the 6th to 9th grades. This exploratory and qualitative research was conducted through fieldwork involving questionnaires and discussion circles with 21 menstruating participants. The main findings reveal that most participants are Black or Brown individuals from low-income backgrounds who spend much of their school years menstruating; that absenteeism is the most frequent consequence, with participants missing more than 50 school days per year, generating a perceived academic lag compared to boys; that shame is the most prevalent feeling, accompanied by persistent menstrual stigmas; that bullying directly affects their well-being; and that there is a curricular and institutional gap in addressing the topic, reflected in the absence of school activities and lack of teacher preparation, which hinder adequate support and limit anti-bullying actions essential for ensuring access and school retention. The study concludes that there is still a long path ahead in combating menstrual poverty in educational settings, highlighting the need for teacher training, improvements in school infrastructure, and the incorporation of a curriculum grounded in education in and for Human Rights as essential strategies for building a more just and equitable society. |
| Palavras-chave: | Direitos Humanos - educação Pobreza menstrual Adolescência Políticas públicas Cidadania Educação em e para Direitos Humanos Period poverty Adolescence Human Rights Education Public Policy Citizenship |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Universidade Federal da Paraíba |
| Sigla da Instituição: | UFPB |
| Departamento: | Cidadania e Direitos Humanos |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos, Cidadania e Políticas Públicas |
| Tipo de Acesso: | Acesso aberto Attribution-NoDerivs 3.0 Brazil |
| URI: | http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/ |
| URI: | https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/38088 |
| Data do documento: | 24-Out-2025 |
| Aparece nas coleções: | Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) - Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| MarianaLimaDeSousa_Dissert.pdf | 55,96 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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