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https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/38231| Tipo: | TCC |
| Título: | Entre a plantação e a encruzilhada : escrevivência na formação em Letras – Inglês da UFPB |
| Autor(es): | Silva, Mayla Hellen do Nascimento |
| Orientador: | Araújo, Flávia Santos de |
| Resumo: | Este trabalho analisa como a permanência do cânone eurocentrado produz silenciamentos, apagamentos e limitações epistemológicas que impactam a formação docente. Desenvolvo tal análise a partir de minhas experiências e vivências ao longo da graduação no curso noturno de Letras – Inglês na UFPB, através de uma perspectiva antirracista e decolonial. Como estudante negra, atravesso este estudo com minha própria escrevivência, articulando teoria e experiência para denunciar a lógica da plantação que ainda estrutura o saber acadêmico, inspirando-me, aqui, no pensamento de Grada Kilomba (2019). Além de Kilomba, outros/as intelectuais dialogam comigo nesta pesquisa, o professor Luiz Rufino (2021) , que me oferece as noções de desaprendizagem e desmantelo como táticas de sobrevivência e reexistência diante do projeto colonial de educação; a pedagoga Nilma Lino Gomes (2012; 2017; 2019), que fundamenta minha análise sobre a colonialidade do saber e a necessidade de políticas educacionais que efetivamente implementem a diversidade étnico-racial nos currículos; o sociólogo Aníbal Quijano (2009), cuja formulação da colonialidade do saber me permite compreender como a universidade brasileira, herdeira desse projeto, continua hierarquizando conhecimentos e silenciando epistemologias não europeias; e a escritora Conceição Evaristo (2013) , cujo conceito de escrevivência não apenas inspira minha escrita em primeira pessoa, mas também se configura como metodologia insurgente para que vozes plurais ocupem a universidade a partir de suas próprias experiências. Ao mesmo tempo, proponho caminhos possíveis: ampliação do repertório literário, inclusão de autores/as negros/as e não brancos/as, implementação de letramento racial e abertura para epistemologias insubmissas. Defendo que transformar o currículo é romper com ciclos de exclusão e permitir que novos sujeitos se vejam como produtores de conhecimento. Mais do que inclusão, trata-se de reconfigurar as bases do que entendemos como literatura, formação e universidade. |
| Abstract: | This study analyzes how the persistence of the Eurocentric canon produces silences, erasures, and epistemological limitations that impact teacher education. I develop such an analysis based on my experiences and lived realities throughout my undergraduate studies in the evening program of the English Language and Literature at UFPB, from an anti-racist and decolonial perspective. As a Black student, I intertwine theory and lived experience through escrevivência (life-writing) to expose the plantation logic that continues to organize academic knowledge. My work is inspired by Grada Kilomba (2019), who helps me name the structural racism and epistemic violence within the university. Other key intellectuals inform this research: Luiz Rufino (2021) offers the notions of unlearning and dismantling as strategies of survival and re- existence; Nilma Lino Gomes (2012, 2017, 2019) grounds my analysis of the coloniality of knowledge and the need for educational policies that truly implement ethnic-racial diversity in curricula; and Aníbal Quijano (2009), whose formulation of the coloniality of knowledge helps me understand how Brazilian universities continue to hierarchize knowledge and silence non- European epistemologies. Conceição Evaristo’s (2013) concept of escrevivência is not only an inspiration for my writing but also serves as an insurgent methodology for plural voices to occupy the university from their own experiences. At the same time, I propose transformative possibilities: expanding literary repertoires, including Black and non-white authors, implementing racial literacy initiatives, and embracing insurgent epistemologies. I argue that transforming the curriculum requires breaking cycles of exclusion and enabling new subjects to recognize themselves as knowledge producers. More than inclusion, this work calls for a profound reconfiguration of what we understand as literature, teacher education, and university knowledge production. |
| Palavras-chave: | Currículo Educação antirracista Literatura decolonial Ensino superior Curriculum Anti-racist education Decolonial literature Undergraduate degree |
| CNPq: | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LINGUAS ESTRANGEIRAS MODERNAS |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Universidade Federal da Paraíba |
| Sigla da Instituição: | UFPB |
| Departamento: | Letras Estrangeiras Modernas |
| Tipo de Acesso: | Acesso aberto Attribution-NoDerivs 3.0 Brazil |
| URI: | http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/ |
| URI: | https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/38231 |
| Data do documento: | 19-Mar-2026 |
| Aparece nas coleções: | TCC - Letras - Inglês (Curso presencial) |
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