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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/38472
Tipo: Tese
Título: Fermentação probiótica : uma estratégia para valorização de frutas nativas subexploradas
Autor(es): Assis, Bianca Beatriz Torres de
Orientador: Magnani, Marciane
Membro da Banca: Cabral, Lucélia
Membro da Banca: Silva, Fabio Anderson Pereira da
Membro da Banca: Wagner, Roger
Membro da Banca: Bezerra, Taliana Kenia Alves
Resumo: O Brasil possui ampla diversidade de frutas nativas que são fonte de compostos bioativos que permanecem subexploradas na região Norte e Nordeste do país. A mangaba (Hancornia speciosa Gomes) e bacaba (Oenocarpus bacaba Mart.) são frutas brasileiras abundantes na região Nordeste e Norte, respectivamente, que se destacam pelo valor nutricional e apresentam compostos com atividade biológica que podem contribuir para a saúde dos indivíduos. Devido a sazonalidade e elevada perecibilidade estas frutas são majoritariamente consumidas regionalmente na forma de polpas, e permanecem pouco valorizadas. Diante disso, esta tese foi dividida em 5 etapas sendo 2 etapas experimentais. Estas etapas avaliaram os aspectos tecnológicos (pH, sólidos solúveis totais e acidez titulável) e os aspectos funcionais (viabilidade e bioacessibilidade) durante 48 h de fermentação e armazenamento das polpas de mangaba e bacaba adicionadas de Lacticaseibacillus casei (LC1) e Lactobacillus acidophilus (LA-05). Também foi analisada o conteúdo de açúcares, ácidos orgânicos, compostos fenólicos e composição de voláteis da polpa de mangaba durante 48 h de fermentação e armazenamento, e o conteúdo de açúcares, ácidos orgânicos e compostos fenólicos da polpa de bacaba durante 48 h de fermentação. Na sequência, determinou-se o perfil sensorial da polpa de mangaba fermentada por meio da metodologia Preferred Attribute Elicitation (PAE). Por fim, foi avaliado o potencial prebiótico das polpas de mangaba e bacaba fermentadas em sistemas in vitro de fermentação colônica com a microbiota intestinal de adultos veganos e saudáveis, respectivamente, por meio do sequenciamento do 16S rRNA. Os resultados evidenciam que as polpas de mangaba e bacaba são substratos adequados para manter a viabilidade dos probióticos em contagens ≥7 log UFC/g e proteger os probióticos durante exposição a condições gastrointestinais simuladas, garantindo sua viabilidade na fração intestinal. As polpas fermentadas probióticas de mangaba e bacaba apresentaram maior concentração de ácidos orgânicos incluindo lático e propiônico e de fenólicos como de trans-resveratrol, procianidina B1 e B2, epicatequina e outros. A fermentação probiótica aumentou a bioacessibilidade dos compostos epicatequina, procianidina B1, kaempferol 3-glucosídeo e ácido cafeico na polpa de mangaba e da procianidina B1 e B2, trans-resveratrol, cis-resveratrol, catequina, epicatequina, e miricetina na polpa de bacaba em comparação às polpas não fermentadas. A polpa de mangaba fermentada aumentou a abundância relativa dos grupos Dorea, Romboutsia, Faecalibacterium e a polpa de bacaba, por sua vez, aumentou a abundância de Acidaminococcales, Enterobacterales e Lactobacillales, também associados a produção de metabólitos como butirato, acetato e propianato que têm sido associados a efeitos promotores de saúde. As polpas de fruta fermentadas também impactaram positivamente nos índices de diversidade microbiana resultando em uma microbiota equilibrada e funcional. Na avaliação sensorial da polpa fermentada de mangaba foi observada viabilidade probiótica ao longo de 28 dias, estabilidade dos compostos fenólicos bioacessiveis, atividade antioxidante e manutenção dos parâmetros de qualidade. A polpa de mangaba fermentada recebeu maiores escores que a polpa não fermentada para atributos sensoriais como cor, brilho, frescor e aroma até o final do período de armazenamento, suportando o desenvolvimento de um novo produto funcional. Assim, o desenvolvimento das polpas fermentadas a partir de frutas subexploradas é capaz de agregar valor a esses produtos, permitindo o desenvolvimento de novos alimentos com potencial funcional e benefícios à saúde. Além disso, pode contribuir para o desenvolvimento de pequenas cadeias produtivas focadas no aproveitamento sustentável de frutas nativas brasileiras. Adicionalmente, esta tese resultou na escrita de um artigo de revisão de literatura, um capítulo de livro e uma patente com tema relacionado ao objetivo desta tese que compreendem a discussão científica sobre a valorização de frutas pouco exploradas e seu consumo como alimento com benéficos à saúde.
Abstract: Brazil has a wide diversity of native fruits that are rich sources of bioactive compounds, yet they remain underexplored, particularly in the North and Northeast regions of the country. Mangaba (Hancornia speciosa Gomes) and bacaba (Oenocarpus bacaba Mart.) are Brazilian fruits abundant in the Northeast and North regions, respectively, and stand out for their nutritional value. They contain bioactive compounds with potential health-promoting properties. Due to their seasonality and high perishability, these fruits are mainly consumed locally in the form of fruit pulps and remain undervalued. In this context, this thesis was divided into five stages, including two experimental phases. These phases evaluated the technological parameters (pH, total soluble solids, and titratable acidity) and functional aspects (probiotic viability and bioaccessibility) during 48 hours of fermentation and refrigerated storage of mangaba and bacaba pulps inoculated with Lacticaseibacillus casei (LC1) and Lactobacillus acidophilus (LA-05). Additionally, the contents of sugars, organic acids, phenolic compounds, and volatile composition were analyzed in the mangaba pulp over 48 hours of fermentation and storage, and the contents of sugars, organic acids, and phenolic compounds in the bacaba pulp were analyzed during 48 hours of fermentation. Next, the sensory profile of the fermented mangaba pulp was determined using the Preferred Attribute Elicitation (PAE) methodology. Finally, the prebiotic potential of the fermented mangaba and bacaba pulps was evaluated using in vitro colonic fermentation systems inoculated with the gut microbiota of vegan and healthy adults, respectively, through 16S rRNA gene sequencing. The results demonstrated that mangaba and bacaba pulps are suitable substrates to maintain probiotic viability at counts ≥7 log CFU/g and to protect probiotics during exposure to simulated gastrointestinal conditions, ensuring their viability in the intestinal fraction. The probiotic fermented pulps of mangaba and bacaba showed higher concentrations of organic acids, including lactic and propionic acids, and phenolic compounds such as trans-resveratrol, procyanidin B1 and B2, epicatechin, and others. Probiotic fermentation enhanced the bioaccessibility of epicatechin, procyanidin B1, kaempferol 3-glucoside, and caffeic acid in mangaba pulp, and of procyanidin B1 and B2, trans-resveratrol, cis-resveratrol, catechin, epicatechin, and myricetin in bacaba pulp, when compared to the non-fermented pulps. Fermented mangaba pulp increased the relative abundance of Dorea, Romboutsia, and Faecalibacterium, while fermented bacaba pulp increased the abundance of Acidaminococcales, Enterobacterales, and Lactobacillales—microbial groups associated with the production of health-promoting metabolites such as butyrate, acetate, and propionate. Fermented fruit pulps also positively influenced microbial diversity indices, resulting in a balanced and functional gut microbiota. Sensory evaluation of fermented mangaba pulp revealed probiotic viability over 28 days, stability of bioaccessible phenolic compounds, antioxidant activity, and maintenance of quality parameters. The fermented mangaba pulp received higher scores than the non-fermented version for sensory attributes such as color, brightness, freshness, and aroma throughout the storage period, supporting the development of a new functional product.
Palavras-chave: Frutas nativas
Polpas probióticas
Armazenamento refrigerado
Microbiota colônica
Native fruits
Probiotic pulps
Probiotic viability
Phenolic compounds
Refrigerated storage
Colonic microbiota
CNPq: CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::CIENCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Universidade Federal da Paraíba
Sigla da Instituição: UFPB
Departamento: Engenharia de Alimentos
Programa: Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos
Tipo de Acesso: Acesso aberto
Attribution-NoDerivs 3.0 Brazil
URI: http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/
URI: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/38472
Data do documento: 15-Mai-2025
Aparece nas coleções:Centro de Tecnologia (CT) - Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos

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