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metadata.dc.type: Tese
Title: Agricultura camponesa no Curimataú Paraibano: entre a subsistência e a sustentabilidade socioambiental
metadata.dc.creator: Sá Sobrinho, Rosivaldo Gomes de
metadata.dc.contributor.advisor1: Malagodi, Edgard Afonso
metadata.dc.description.resumo: Este trabalho dedica-se a compreender as relações socioambientais construídas pelos camponeses da Microrregião do Curimataú paraibano. Parte da constatação de que os desafios impostos, tanto pelas relações sociais quanto pelas condições ambientais, estimulam esses camponeses a criarem ou reinventarem estratégias que lhes permitem continuar existindo e produzindo. Para fundamentação dos argumentos apresentados, dialoga com diferentes perspectivas teóricas no campo da Sociologia Rural e, fundamentando-se nas perspectivas de convivência com a semiaridez e de ecologismo dos pobres , busca compreender a luta pela manutenção da forma de vida camponesa como significativa contribuição para a conservação dos recursos naturais ainda existentes na Microrregião estudada. Inseridos na sociedade global, mesmo mantendo-se relativamente autônomos ao mercado, esses camponeses elaboram estratégias produtivas que lhes tem permitido conviver com as condições de semiaridez, e assim, oferecem à sociedade uma série de elementos pelos quais se pode questionar as prioridades das principais políticas de desenvolvimento, propostas para essa região, historicamente marcadas pelos incentivos à agricultura e à pecuária extensivas. As diferentes estratégias de convivência com o semiárido revelam a irracionalidade das políticas desenvolvimentistas que, orientadas pela ambição dos ganhos de produtividade, negligenciaram as condições sociais e ambientais, características de uma região predominantemente minifundiária. No entanto, mesmo à margem dessas políticas, os camponeses do Curimataú continuam reproduzindo suas formas de vida e mostrando novos caminhos e perspectivas de desenvolvimento do semiárido, fundamentando-se na convivência com a semiaridez. Por essa perspectiva, os camponeses orientam suas ações pela interação entre a satisfação das necessidades familiares e a manutenção dos recursos naturais aqui considerado como exemplo do ecologismo dos pobres . Olhar essa realidade pela perspectiva socioambiental nos permite afirmar que a manutenção dessa forma de vida está associada a práticas de conservação ambiental e, desta forma, nos ajuda a refletir sobre novas possibilidades de desenvolvimento. Guiados por uma racionalidade que se orienta pela manutenção familiar e ambiental, esses agricultores moldam um novo paradigma de desenvolvimento rural, associando práticas agrícolas com ocupações não agrícolas, permitindo-nos afirmar que esse lugar, o rural, não é um espaço apenas de produção, mas, sim, um lugar de vida e de conservação. O conjunto de práticas que possibilitam a manutenção camponesa é imprescindível à conservação da biodiversidade à qual esta forma de vida está intrinsecamente relacionada. A construção de estratégias como as cisternas de placa, as barragens subterrâneas, os tanques de pedra, os bancos de sementes, o conhecimento sobre as plantas e sobre as potencialidades ambientais demonstram o quanto e o como é possível construir um novo enfoque sobre o semiárido e sua população. Essas constatações permitem refletir sobre a importância e o local estratégico que a agricultura familiar camponesa tem ocupado na construção do desenvolvimento e na sustentabilidade da região semiárida brasileira.
Abstract: This work intends to understand the environmental and social relationships shaped by the peasants from micro region Curimataú of Paraiba State. Here it is stated that the challenges posed both by the social relationships as soon as the environmental conditions stimulate these peasants to establish or reinvent strategies that allow them to go on living and producing. In order to support arguments, this work dialogues with different theoretical views from Rural Sociology and it is based on the perspective of coping with semiarid region and "the poor people environmentalism". The aim of this work is to understand the struggle for maintaining the peasant´s way of living as a significant contribution for the conservation of the natural resources which still exist in the micro region studied. Peasants inserted in the global society, even while remaining relatively autonomous to the market, create productive strategies which have enabled them to cope with the semiarid region conditions, and thus, they offer to society a number of elements by which one can question the priorities of major development policies that are proposed for this region historically known by incentives to extensive agriculture and livestock. The different strategies for coping with semiarid region reveal the irrationality of development policies, which guided by the ambition of the productivity gains, they neglected the social and environmental conditions features of a predominantly smallholders region. However, even outside of these policies, the peasants from Curimataú go on playing their way of living and showing new paths and semiarid region development perspectives, by basing on the coping with semiarid region. From this perspective, peasants guide their actions by the interaction between the family needs fulfillment and the natural resources maintenance that is considered here as an example of "the people poor environmentalism". Looking at this reality from the socio and environmental perspectives allows us to state that the maintenance of this way of living is associated with practices of environmental conservation and thus helps us to reflect on new development possibilities. Guided by a rationality that is oriented by the family and environmental maintenance, these peasants shape a new paradigm of rural development, by associating agricultural practices involving non-agricultural occupations that enables us to say that this place, the countryside, is not only a space of production, but rather a place of life and conservation. The set of practices that enable the peasant maintenance is essential to the conservation of biodiversity to which this way of living is intrinsically linked. The formulation of strategies such as plate tanks, underground dams, stone tanks, seed banks, knowledge on plants and on the environmental potential demonstrate how it is possible to construct a new focus on the semiarid region and its population. These observations allow reflect on the importance and the strategic location that the peasant family farming has occupied in the shaping of the development and sustainability of the Brazilian semiarid region
Keywords: Agricultura camponesa
Caatinga
Ecologismo dos pobres
Convivência com o semiárido
Sustentabilidade socioambiental
Peasant agriculture
Poor people environmentalism
Caatinga
Coping with the semiarid region
Social and environmental sustainability
metadata.dc.subject.cnpq: CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: BR
Publisher: Universidade Federal da Paraí­ba
metadata.dc.publisher.initials: UFPB
metadata.dc.publisher.department: Sociologia
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Citation: SÁ SOBRINHO, Rosivaldo Gomes de. Agricultura camponesa no Curimataú Paraibano: entre a subsistência e a sustentabilidade socioambiental. 2010. 203 f. Tese (Doutorado em Sociologia) - Universidade Federal da Paraí­ba, João Pessoa, 2010.
metadata.dc.rights: Acesso aberto
URI: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/tede/7341
Issue Date: 31-Aug-2010
Appears in Collections:Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) - Programa de Pós-Graduação em Sociologia

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