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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/12862
Tipo: TCC
Título: Estatuto da Pessoa com Deficiência e seus reflexos na humanização da curatela
Autor(es): Oliveira, Lídia Almeida.
Orientador: Lima, Raquel Moraes de.
Resumo: O presente estudo tem por finalidade examinar se a reconfiguração da curatela, nos moldes estabelecidos pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência foi capaz de promover a sua humanização. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e dogmática, a partir de uma abordagem dedutiva e com base em procedimentos dos tipos interpretativo e comparativo, atrelada às técnicas bibliográfica e legal, a começar pelo exame das repercussões do Estatuto no ordenamento jurídico brasileiro, notadamente com relação à sistemática de proteção dos maiores e que não possuem amplo discernimento, amparada por uma nova figura jurídica: a Tomada de Decisão Apoiada. Nesse panorama, torna-se imperioso discutir sobre o movimento de personalização do direito privado, o fenômeno da constitucionalização do direito civil e a reconfiguração tardia da curatela. Ademais, o trabalho discorre acerca da conotação inclusiva que a curatela ganhou e a quem ela se destina, ao buscar a efetivação dos imperativos constitucionais. Portanto, observa-se que o Estatuto da Pessoa com Deficiência foi capaz de promover a humanização da curatela, na medida em que os novos contornos legais e seu procedimento de constituição (interdição) refletem um cenário de maior proteção do incapaz, e não de seus bens. A tutela patrimonial se desloca para ser objetivo acessório, ao ter como principal objetivo a proteção do ser humano como sujeito de direitos. Contudo, chama-se atenção para dois pontos: em primeiro lugar, não obstante o avanço trazido pelo Estatuto ao dissociar a ideia de que deficiência necessariamente gera incapacidade civil, tem de ser destacado que a curatela abrange outros sujeitos além das pessoas com deficiência; em segundo lugar, a Tomada de Decisão Apoiada é uma figura muito restrita, direcionada apenas às pessoas com deficiência que possam exprimir suas vontades e necessitem de um apoio. Assim, constata-se que a humanização não se deu em sua completude, o que desperta a necessidade de ainda mais outros sujeitos/institutos serem repensados pelo direito civil, sob uma perspectiva humanizada.
Abstract: O presente estudo tem por finalidade examinar se a reconfiguração da curatela, nos moldes estabelecidos pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência foi capaz de promover a sua humanização. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e dogmática, a partir de uma abordagem dedutiva e com base em procedimentos dos tipos interpretativo e comparativo, atrelada às técnicas bibliográfica e legal, a começar pelo exame das repercussões do Estatuto no ordenamento jurídico brasileiro, notadamente com relação à sistemática de proteção dos maiores e que não possuem amplo discernimento, amparada por uma nova figura jurídica: a Tomada de Decisão Apoiada. Nesse panorama, torna-se imperioso discutir sobre o movimento de personalização do direito privado, o fenômeno da constitucionalização do direito civil e a reconfiguração tardia da curatela. Ademais, o trabalho discorre acerca da conotação inclusiva que a curatela ganhou e a quem ela se destina, ao buscar a efetivação dos imperativos constitucionais. Portanto, observa-se que o Estatuto da Pessoa com Deficiência foi capaz de promover a humanização da curatela, na medida em que os novos contornos legais e seu procedimento de constituição (interdição) refletem um cenário de maior proteção do incapaz, e não de seus bens. A tutela patrimonial se desloca para ser objetivo acessório, ao ter como principal objetivo a proteção do ser humano como sujeito de direitos. Contudo, chama-se atenção para dois pontos: em primeiro lugar, não obstante o avanço trazido pelo Estatuto ao dissociar a ideia de que deficiência necessariamente gera incapacidade civil, tem de ser destacado que a curatela abrange outros sujeitos além das pessoas com deficiência; em segundo lugar, a Tomada de Decisão Apoiada é uma figura muito restrita, direcionada apenas às pessoas com deficiência que possam exprimir suas vontades e necessitem de um apoio. Assim, constata-se que a humanização não se deu em sua completude, o que desperta a necessidade de ainda mais outros sujeitos/institutos serem repensados pelo direito civil, sob uma perspectiva humanizada.
Palavras-chave: Estatuto da Pessoa com Deficiência
Curatela
CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Universidade Federal da Paraíba
Sigla da Instituição: UFPB
Departamento: Direito Privado
Tipo de Acesso: Acesso aberto
Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
URI: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
URI: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/12862
Data do documento: 6-Nov-2018
Aparece nas coleções:TCC - Direito - João Pessoa

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