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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/21218
Tipo: TCC
Título: DIREITO PENAL DO INIMIGO: A DESUMANIZAÇÃO DE PESSOAS E APLICAÇÃO À LUZ DO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO
Autor(es): BIONE, Pedro Henrique de Almeida
Orientador: BATISTA, Gustavo Barbosa de Mesquita
Resumo: O trabalho desenvolvido visa, através do método científico hipotético-dedutivo e do levantamento bibliográfico, analisar a Teoria do Direito Penal do Inimigo, introduzida na Doutrina Penal Europeia por Günther Jakobs e debatida por diversos outros juristas e teóricos. Objetivando-se atestar a existência desse fenômeno no arcabouço legislativo brasileiro e questionar a legitimidade do mesmo frente à Ordem Constitucional vigente, o caminho traçado passa pela análise das características do Direito Penal do Inimigo, especialmente na dicotomia entre cidadãos e inimigos, além dos efeitos decorrentes dessa distinção, que envolvem o desrespeito de garantias fundamentais e processuais, bem como a exacerbação e antecipação da punibilidade contra os inimigos estatais, os quais são taxados segundo uma periculosidade presumida. Nesse sentido, as tendências expansionistas e o clamor por uma segurança ideal moldam a aplicação do Direito Penal do Inimigo, que se manifesta no contexto latino-americano e, consequentemente, na realidade brasileira. Para elucidar as raízes do fenômeno em tela, busca-se abordar a desumanização histórico-social de indivíduos e grupos segregados e taxados como inimigos ao longo do tempo. Nessa perspectiva, destacam- se os exemplos históricos e as contribuições da criminologia crítica, elucidando uma seletividade evidente e contínua da persecução penal. Por conseguinte, parte-se para a análise pormenorizada de dispositivos legais presentes no regramento penal brasileiro, que se adequam fielmente às características de um modelo próprio do Direito Penal do Inimigo, a exemplo da personalidade como circunstância judicial, a prisão preventiva, o abate de aeronaves, o regime disciplinar diferenciado, as disposições sobre tóxicos, crime organizado e terrorismo, assim como a recente Lei Anticrime, em vigor no Brasil a partir do ano de 2020. Vislumbradas tais premissas, ressalta-se a essência do Estado Democrático de Direito, além dos princípios e garantias fundamentais presentes na Constituição Federal de 1988, que denotam a incongruência, a incompatibilidade e a inconstitucionalidade da aplicação do Direito Penal do Inimigo no Brasil, por meio de seus deslindes legislativos.
Abstract: O trabalho desenvolvido visa, através do método científico hipotético-dedutivo e do levantamento bibliográfico, analisar a Teoria do Direito Penal do Inimigo, introduzida na Doutrina Penal Europeia por Günther Jakobs e debatida por diversos outros juristas e teóricos. Objetivando-se atestar a existência desse fenômeno no arcabouço legislativo brasileiro e questionar a legitimidade do mesmo frente à Ordem Constitucional vigente, o caminho traçado passa pela análise das características do Direito Penal do Inimigo, especialmente na dicotomia entre cidadãos e inimigos, além dos efeitos decorrentes dessa distinção, que envolvem o desrespeito de garantias fundamentais e processuais, bem como a exacerbação e antecipação da punibilidade contra os inimigos estatais, os quais são taxados segundo uma periculosidade presumida. Nesse sentido, as tendências expansionistas e o clamor por uma segurança ideal moldam a aplicação do Direito Penal do Inimigo, que se manifesta no contexto latino-americano e, consequentemente, na realidade brasileira. Para elucidar as raízes do fenômeno em tela, busca-se abordar a desumanização histórico-social de indivíduos e grupos segregados e taxados como inimigos ao longo do tempo. Nessa perspectiva, destacam- se os exemplos históricos e as contribuições da criminologia crítica, elucidando uma seletividade evidente e contínua da persecução penal. Por conseguinte, parte-se para a análise pormenorizada de dispositivos legais presentes no regramento penal brasileiro, que se adequam fielmente às características de um modelo próprio do Direito Penal do Inimigo, a exemplo da personalidade como circunstância judicial, a prisão preventiva, o abate de aeronaves, o regime disciplinar diferenciado, as disposições sobre tóxicos, crime organizado e terrorismo, assim como a recente Lei Anticrime, em vigor no Brasil a partir do ano de 2020. Vislumbradas tais premissas, ressalta-se a essência do Estado Democrático de Direito, além dos princípios e garantias fundamentais presentes na Constituição Federal de 1988, que denotam a incongruência, a incompatibilidade e a inconstitucionalidade da aplicação do Direito Penal do Inimigo no Brasil, por meio de seus deslindes legislativos.
Palavras-chave: Direito Penal do Inimigo
Expansão Penal
Desumanização
Seletividade Penal
Princípios e Garantias Fundamentais
Estado Democrático de Direito
CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Universidade Federal da Paraíba
Sigla da Instituição: UFPB
Departamento: Ciências Jurídicas
Tipo de Acesso: Acesso aberto
URI: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/21218
Data do documento: 21-Mar-2020
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