Use este identificador para citar ou linkar para este item:
https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/30324| Tipo: | TCC |
| Título: | A CAPACIDADE PROCESSUAL DOS ANIMAIS COMO REQUISITO NECESSÁRIO PARA A EFETIVIDADE DO DIREITO ANIMAL NO BRASIL |
| Autor(es): | VIDAL, ELIS KARINA MATIAS |
| Orientador: | Formiga, Anne Mirelly Gomes Andrade Ferreira |
| Resumo: | O presente trabalho versa sobre a capacidade processual dos animais como requisito necessário para a efetividade do Direito Animal no Brasil. A priori, o trabalho traz uma importante abordagem sobre os fenômenos históricos, científicos e sociais que foram determinantes para a construção do status jurídico dos animais na atualidade, evidenciando-se que nem sempre os animais foram vistos como inferiores aos seres humanos, porém, com o advento da filosofia antropocêntrica deu-se a supervalorização do homem, devido à sua racionalidade, e a consequente desvalorização dos outros animais, em virtude da sua irracionalidade. Conforme evidenciado nesta pesquisa, é inconcebível que, na contemporaneidade, o antropocentrismo ainda seja utilizado para justificar a ausência de proteção jurídica aos animais, haja vista que já existe uma série de normas no ordenamento jurídico brasileiro, responsáveis pela criação do Direito Animal como ramo jurídico autônomo. O Direito Animal possui base constitucional e seu conteúdo é relevante porque compreende que os animais possuem dignidade própria, por isso não devem ser protegidos simplesmente pela sua importância enquanto fauna, como faz o Direito Ambiental. Neste sentido, a presente pesquisa visa obter resposta à seguinte questão: o reconhecimento da capacidade processual dos animais contribui para a eficácia do Direito Animal no Brasil? Como hipótese, defende-se a capacidade processual dos animais tem o potencial de proporcionar maior efetividade às normas animalistas, dado que o cometimento de direitos aos animais deve propiciar-lhes a possibilidade de pleitear em juízo a sua efetivação, haja vista que isso é uma prerrogativa básica do princípio constitucional do acesso à justiça. Destarte, os resultados e discussões evidenciam que, justamente em virtude do princípio de acesso à justiça e do ainda vigente Decreto-lei n° 24.645/1934, os animais podem atuar como partes no litígio, e por isso possuem capacidade processual, devendo ser representados em juízo pelos legitimados entes, mencionados no referido decreto. Entretanto, a pesquisa também demostra que existem muitos obstáculos ao alcance da efetividade do Direito Animal e da capacidade processual dos animais, dentre eles a tese de que os animais são apenas bens semoventes e o argumento de que o Decreto-lei n. 24.645/1934 está revogado, todavia, concluiu-se que nenhuma destas formulações procede. Ademais, foram feitas comparações entre diferentes sistemas normativos, igualmente a fim de se demonstrar o nível de desenvolvimento do Direito Animal brasileiro em relação ao de outros países, tendo sido ventiladas as dificuldades e as vantagens da judicialização do Direito Animal e discutida a possível contribuição da reforma do Código Civil para a superação do problema da falta de reconhecimento dos direitos dos animais no sistema jurídico brasileiro. Por fim, quanto à metodologia, a pesquisa é descritiva e contém revisão bibliográfica e documental. |
| Abstract: | O presente trabalho versa sobre a capacidade processual dos animais como requisito necessário para a efetividade do Direito Animal no Brasil. A priori, o trabalho traz uma importante abordagem sobre os fenômenos históricos, científicos e sociais que foram determinantes para a construção do status jurídico dos animais na atualidade, evidenciando-se que nem sempre os animais foram vistos como inferiores aos seres humanos, porém, com o advento da filosofia antropocêntrica deu-se a supervalorização do homem, devido à sua racionalidade, e a consequente desvalorização dos outros animais, em virtude da sua irracionalidade. Conforme evidenciado nesta pesquisa, é inconcebível que, na contemporaneidade, o antropocentrismo ainda seja utilizado para justificar a ausência de proteção jurídica aos animais, haja vista que já existe uma série de normas no ordenamento jurídico brasileiro, responsáveis pela criação do Direito Animal como ramo jurídico autônomo. O Direito Animal possui base constitucional e seu conteúdo é relevante porque compreende que os animais possuem dignidade própria, por isso não devem ser protegidos simplesmente pela sua importância enquanto fauna, como faz o Direito Ambiental. Neste sentido, a presente pesquisa visa obter resposta à seguinte questão: o reconhecimento da capacidade processual dos animais contribui para a eficácia do Direito Animal no Brasil? Como hipótese, defende-se a capacidade processual dos animais tem o potencial de proporcionar maior efetividade às normas animalistas, dado que o cometimento de direitos aos animais deve propiciar-lhes a possibilidade de pleitear em juízo a sua efetivação, haja vista que isso é uma prerrogativa básica do princípio constitucional do acesso à justiça. Destarte, os resultados e discussões evidenciam que, justamente em virtude do princípio de acesso à justiça e do ainda vigente Decreto-lei n° 24.645/1934, os animais podem atuar como partes no litígio, e por isso possuem capacidade processual, devendo ser representados em juízo pelos legitimados entes, mencionados no referido decreto. Entretanto, a pesquisa também demostra que existem muitos obstáculos ao alcance da efetividade do Direito Animal e da capacidade processual dos animais, dentre eles a tese de que os animais são apenas bens semoventes e o argumento de que o Decreto-lei n. 24.645/1934 está revogado, todavia, concluiu-se que nenhuma destas formulações procede. Ademais, foram feitas comparações entre diferentes sistemas normativos, igualmente a fim de se demonstrar o nível de desenvolvimento do Direito Animal brasileiro em relação ao de outros países, tendo sido ventiladas as dificuldades e as vantagens da judicialização do Direito Animal e discutida a possível contribuição da reforma do Código Civil para a superação do problema da falta de reconhecimento dos direitos dos animais no sistema jurídico brasileiro. Por fim, quanto à metodologia, a pesquisa é descritiva e contém revisão bibliográfica e documental. |
| Palavras-chave: | Direito animal Judicialização terciária |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Universidade Federal da Paraíba |
| Sigla da Instituição: | UFPB |
| Departamento: | Ciências Jurídicas |
| Tipo de Acesso: | Acesso aberto |
| URI: | https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/30324 |
| Data do documento: | 3-Mai-2023 |
| Aparece nas coleções: | TCC - Direito - João Pessoa |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| EKMV 030523.pdf | 865,3 kB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.
