Use este identificador para citar ou linkar para este item:
https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/37518| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Sou uma cineasta!: Antônia Ágape e o cinema negro paraibano no feminino |
| Autor(es): | Ferreira, Carine Fiúza |
| Orientador: | Valle, Isabella Chianca Bessa Ribeiro do |
| Coorientador: | Mayer, Flávia Affonso |
| Orientador: | Souza, Edileuza Penha de |
| Orientador: | Costa, Mannuela Ramos da |
| Resumo: | Esta dissertação, elaborada através de uma perspectiva antirracista e afrocentrada, tem o propósito de dar contornos historiográficos a um Cinema Negro Paraibano. A partir de um diagnóstico preliminar do estado da arte em relação à representação do corpo negro na cinematografia paraibana, de 1918 a 2023, a pesquisa dá um salto para questionar a representatividade - onde estão os profissionais negros no espaço/tempo? - no intuito de visibilizar as desigualdades e barreiras sistêmicas que ainda persistem, limitando oportunidades e contribuições para a solidificação de um Cinema Negro. Esta dissertação contribui para uma visão ampla e atualizada da presença da pessoa negra no cinema paraibano, passando, inevitavelmente, por suas ausências e silenciamentos. Para isso, faz um paralelo entre o marco promovido pelo documentário Aruanda (Linduarte Noronha, 1960) - primeiro filme paraibano protagonizado por pessoas negras - e o marco invisibilizado de As Cegas (Maria Antônia Pereira Ágape, 1982) - primeiro filme realizado por uma mulher negra, sendo reconhecido, ainda pela pesquisa, como pioneiro no Cinema Negro Paraibano, obedecendo critérios que articulam representação, representatividade e um atravessamento cuidadoso entre os dois. Optou-se por trabalhar com duas vertentes metodológicas, no intuito de enfrentar o que foi silenciado pelo registro histórico e criar um mapa de memórias orientado no sentido contra-hegemônico: uma cartografia, que acopla uma revisão documental atenta à reformulação narrativa de histórias de cineastas negros; e uma escrevivência, baseada nas experiências de vida e encontros entre duas cineastas: Carine Fiúza (autora desta dissertação e realizadora audiovisual) e Maria Antônia Pereira, também chamada de Antônia Ágape (primeira mulher negra realizadora do Estado). Em diálogo com Antônia Ágape, o texto busca reafirmar o papel do eu criativo como expressão de autonomia, desejo e potência, superando as limitações impostas pelas narrativas hegemônicas e construindo narrativas negras no feminino que desafiam o discurso dominante de forma a tecer os saberes. |
| Abstract: | This dissertation, developed from an antiracist and Afrocentric perspective, aims to outline the historiographical contours of Paraibano Black Cinema. Based on a preliminary diagnosis of the state of the art regarding the representation of Black bodies in Paraibano cinematography from 1918 to 2023, the research takes a leap to question representativity—where are Black professionals in space/time?—with the aim of highlighting the systemic inequalities and barriers that still persist, limiting opportunities and contributions to the establishment of Black Cinema. This dissertation contributes to a broad and updated view of the presence of Black people in Paraibano cinema, inevitably addressing its absences and silences. To achieve this, it draws a parallel between the landmark established by the documentary Aruanda (Linduarte Noronha, 1960)—the first Paraibano film featuring Black people—and the overlooked milestone of As Cegas (Maria Antônia Pereira Ágape, 1982)—the first film made by a Black person, which is recognized in this research as pioneering in Paraibano Black Cinema, adhering to criteria that articulate representation, representativity, and a careful intersection between the two. Two methodological approaches were chosen to address what has been silenced by historical records and to create a map of memories oriented toward a counter-hegemonic perspective: a cartography that combines a detailed documentary review with the reformulation of narratives about Black filmmakers; and an "escrevivência", based on the life experiences and encounters between two filmmakers: Carine Fiúza (the author of this dissertation and audiovisual creator) and Maria Antônia Pereira, also known as Antônia Ágape (the first Black female filmmaker in the state). In dialogue with Antônia Ágape, this text seeks to reaffirm the role of the creative self as an expression of autonomy, desire, and potency, thereby transcending limitations imposed by hegemonic narratives. It aims to construct Black female narratives that actively challenge dominant discourses in order to interweave diverse forms of knowledge. |
| Palavras-chave: | Cinema paraibano Cinema negro Mulheres negras Escrevivência Paraiban cinema Black cinema Black women Writexperience |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::COMUNICACAO |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Universidade Federal da Paraíba |
| Sigla da Instituição: | UFPB |
| Departamento: | Comunicação |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Comunicação |
| Tipo de Acesso: | Acesso aberto Attribution-NoDerivs 3.0 Brazil |
| URI: | http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/ |
| URI: | https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/37518 |
| Data do documento: | 28-Ago-2024 |
| Aparece nas coleções: | Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) - Programa de Pós-Graduação em Comunicação |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| CarineFiúzaFerreira_Dissert.pdf | 24,67 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
Este item está licenciada sob uma
Licença Creative Commons
