Use este identificador para citar ou linkar para este item:
https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/37703Registro completo de metadados
| Campo DC | Valor | Idioma |
|---|---|---|
| dc.creator | AGUIAR, DANYEL ANDERSON RODRIGUES DE | - |
| dc.date.accessioned | 2026-02-23T13:30:07Z | - |
| dc.date.available | 2025-10-08 | - |
| dc.date.available | 2026-02-23T13:30:07Z | - |
| dc.date.issued | 2025-10-03 | - |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/37703 | - |
| dc.description.abstract | O presente estudo objetiva analisar a compatibilidade entre o Imposto Seletivo (IS), cuja competência foi atribuída à União pela EC nº 132/2023 e posteriormente regulamentado pela LC nº 214/2025, e o princípio da neutralidade tributária, introduzidos no ordenamento jurídico pela reforma tributária. A pesquisa possui natureza qualitativa e foi baseada em revisão bibliográfica e normativa, investigando os fundamentos da tributação de caráter majoritariamente extrafiscal como mecanismo de intervenção do Estado na economia, delimitando seus limites constitucionais e examinando o papel do IS na reestruturação do sistema tributário brasileiro. Partindo da análise de experiências internacionais, como Alemanha e Estados Unidos, o estudo demonstra que a tributação por meio do IS cumpre funções tanto arrecadatórias quanto regulatórias, mas carrega o risco de se converter em mero instrumento fiscal. Os resultados encontrados, indicam que, a neutralidade tributária, princípio de matriz liberal, é voltada a evitar que a tributação se baseie em critérios alheios à lógica econômica e busca resguardar a liberdade de escolha dos contribuintes. O Imposto Seletivo, por sua vez, revela-se um instrumento de indução comportamental, que por meio do aumento ou redução da carga tributária, buscadirecionar as decisões dos particulares para os objetivos definidos pela administração fiscal. Dessa forma, a aplicação do IS coloca em confronto dois paradigmas: de um lado, a exigência de um sistema tributário neutro e previsível; de outro, a pretensão estatal de orientar decisões privadas por meio da carga fiscal, revelando o desafio de conciliar eficiência econômica com finalidades extrafiscais. Ao final, chegamos à conclusão de que a neutralidade não deve ser interpretada como absoluta, podendo ser vista como um princípio relativo e compatibilizado com a extrafiscalidade, de modo que o IS cumpra sua função regulatória sem romper a isonomia concorrencial e a justiça fiscal. Nesse interim, a convivência entre ambos os institutos exige técnicas de calibragem, parâmetros objetivos e mecanismos de revisão periódica, capazes de assegurar equilíbrio entre arrecadação, regulação e proteção de direitos fundamentais | pt_BR |
| dc.description.provenance | Submitted by Gracineide Silva (gracineideehelena@gmail.com) on 2026-02-23T13:30:07Z No. of bitstreams: 1 DARA 031025.pdf: 571601 bytes, checksum: 07b30395caee1df3611f150ce1ad2002 (MD5) | en |
| dc.description.provenance | Made available in DSpace on 2026-02-23T13:30:07Z (GMT). No. of bitstreams: 1 DARA 031025.pdf: 571601 bytes, checksum: 07b30395caee1df3611f150ce1ad2002 (MD5) Previous issue date: 2025-10-03 | en |
| dc.language | por | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Federal da Paraíba | pt_BR |
| dc.rights | Acesso aberto | pt_BR |
| dc.subject | Imposto seletivo | pt_BR |
| dc.subject | Extrafiscalidade | pt_BR |
| dc.subject | Neutralidade tributária | pt_BR |
| dc.subject | Reforma tributária | pt_BR |
| dc.title | IMPOSTO SELETIVO E A EXTRAFISCALIDADE: UMA ANÁLISE DO "IMPOSTO DO PECADO" À LUZ DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA NEUTRALIDADE TRIBUTÁRIA | pt_BR |
| dc.type | TCC | pt_BR |
| dc.contributor.advisor1 | Carvalho, João Cláudio Carneiro de | - |
| dc.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/6754461221853558 | pt_BR |
| dc.contributor.advisor-co1 | Pontes, Matheus César de Carvalho | - |
| dc.contributor.advisor-co1Lattes | http://lattes.cnpq.br/6686648723043018 | pt_BR |
| dc.description.resumo | O presente estudo objetiva analisar a compatibilidade entre o Imposto Seletivo (IS), cuja competência foi atribuída à União pela EC nº 132/2023 e posteriormente regulamentado pela LC nº 214/2025, e o princípio da neutralidade tributária, introduzidos no ordenamento jurídico pela reforma tributária. A pesquisa possui natureza qualitativa e foi baseada em revisão bibliográfica e normativa, investigando os fundamentos da tributação de caráter majoritariamente extrafiscal como mecanismo de intervenção do Estado na economia, delimitando seus limites constitucionais e examinando o papel do IS na reestruturação do sistema tributário brasileiro. Partindo da análise de experiências internacionais, como Alemanha e Estados Unidos, o estudo demonstra que a tributação por meio do IS cumpre funções tanto arrecadatórias quanto regulatórias, mas carrega o risco de se converter em mero instrumento fiscal. Os resultados encontrados, indicam que, a neutralidade tributária, princípio de matriz liberal, é voltada a evitar que a tributação se baseie em critérios alheios à lógica econômica e busca resguardar a liberdade de escolha dos contribuintes. O Imposto Seletivo, por sua vez, revela-se um instrumento de indução comportamental, que por meio do aumento ou redução da carga tributária, buscadirecionar as decisões dos particulares para os objetivos definidos pela administração fiscal. Dessa forma, a aplicação do IS coloca em confronto dois paradigmas: de um lado, a exigência de um sistema tributário neutro e previsível; de outro, a pretensão estatal de orientar decisões privadas por meio da carga fiscal, revelando o desafio de conciliar eficiência econômica com finalidades extrafiscais. Ao final, chegamos à conclusão de que a neutralidade não deve ser interpretada como absoluta, podendo ser vista como um princípio relativo e compatibilizado com a extrafiscalidade, de modo que o IS cumpra sua função regulatória sem romper a isonomia concorrencial e a justiça fiscal. Nesse interim, a convivência entre ambos os institutos exige técnicas de calibragem, parâmetros objetivos e mecanismos de revisão periódica, capazes de assegurar equilíbrio entre arrecadação, regulação e proteção de direitos fundamentais. | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.publisher.department | Ciências Jurídicas | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFPB | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | TCC - Direito - João Pessoa | |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| DARA 031025.pdf | 558,2 kB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.
